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Geral Wellington Lázaro

Pai e mãe desnecessários: desapega!

Wellington Lázaro é professor universitário, contador, empresário e assessor técnico na Prefeitura de Mata de São João. Escreve às quintas.

14/10/2016 07h32
Por: Redação Fonte: Wellington Lázaro

Lembra-se daquele grupo que participo (leia o artigo: “VOCÊ É A MÉDIA DAS 05 PESSOAS QUE VOCÊ CONVIVE!” que você vai entender), que em poucas palavras resolvemos tudo? No meio da solução do mundo, referente ao último artigo (O QUE MUDARIA SE VOCÊ DESAPARECESSE AMANHÃ?), de repente, aparece a Tainá Trindade (colega nossa de trabalho), e me vem com esse comentário: “Li seu artigo Wellington. Muito bom, mas lá em casa, por exemplo, preparo os meus filhos para que a cada dia eles não precisem nem de mim e nem do pai deles, com o tempo sejamos: PAI E MÃE DESNECESSÁRIOS! 

PENSE NUM TEMA QUE CALOU A SALA! As mais idosas quase colocaram Tainá para fora, com aqueles olhares fulminantes de mamães ursas do tipo: EPA! Lá em casa não! Então eu, na condição de colunista dos temas diversos, resolvo instigar Tainá para entender melhor esse tema e trazer para o mundo da gestão. Vamos lá!

Primeiro começou a me explicar que existe uma diferença entre desnecessário e inútil. O fato de se tornar desnecessário não desqualifica o pai ou a mãe. Demonstra que os filhos estarão mais preparados para se virarem sozinhos ou sem a necessidade de acompanhamento direto dos pais.

Trazendo para o mundo da gestão, pensei logo na relação entre o funcionário e o chefe direto da empresa. Hoje, a presença direta de seu chefe é desnecessária, ou você precisa dele o tempo todo ao seu lado? Nessa conjuntura, indico aos gestores de pessoas o livro: Gerente Minuto (muito bom!).

Nesse livro, aprendi que existem pelo menos 04 tipos de funcionários: desde o que funciona recebendo uma tarefa por vez, e precisa ser acompanhado o tempo todo na tarefa, até o que consegue de forma simultânea receber mais de uma tarefa, e você só lembra-se dele quando ele enche seu saco para apresentar o que finalizou, mas você nem precisa olhar, pois sabe que ele fará igual ou melhor do que você faria. E você? Como se identifica? Será que seu chefe imediato é desnecessário? Ou você é daquele que depende diretamente dele para realizar suas rotinas? Precisa pensar na sua independência profissional! Precisa funcionar sozinho (claro que seu chefe não deverá te abandonar! Mas se ele for cuidar do seu trabalho o tempo todo, quem cuidará do dele?).

Em seguida, Tainá me explicou que deixa muito claro para os filhos, que a presença deles, pai e mãe, será, ainda que em longo prazo, passageira (aquela história do nascimento, crescimento, reprodução e descanso). Forte isso, mas é verdade. Trazendo essa questão para o chefe: você precisa se preparar para ser substituído! Todos tem um tempo de uso, gestão, desgaste e/ou desenvolvimento! Quer seja para evoluir para outra função superior, quer seja para se aposentar, quer seja para abrir uma filial e deixar alguém cuidando do seu negócio inicial! E você? Está preparado(a) para andar sozinho(a)? E sua equipe? Está sendo treinada para funcionar sem a sua interferência direta? Lembre-se do tema anterior! Necessário (na condição de funcionário) ou desnecessário (na condição de chefe), Pense Nisso!    

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