Quinta, 08 de Outubro de 2026 06:28
(71) 99663.6360
Geral Alagoinhas

Greve de motoristas afeta vida de mais de 3 mil alunos

São 70 ônibus, micro-ônibus e vans que fazem o transporte escolar da zona rural para a cidade. Todos estão parados

18/10/2016 16h00
Por: Redação Fonte: G1

Cerca de 3.500 estudantes de escolas públicas de Alagoinhas, a cerca de 100 quilômetros de Salvador, estão tendo dificuldade de ir à escola por causa da greve dos motoristas do transporte escolar. Eles estão parados há dez dias porque estão com os salários atrasados.

 

São 70 ônibus, micro-ônibus e vans que fazem o transporte escolar da zona rural para a cidade. Todos estão parados. Os motoristas prestam serviço para a prefeitura e alegam que estão com os salários atrasados há dois meses. “É uma situação crítica, porque a gente tem família, a gente tem os nossos compromissos e a gente não tem mais como arcar. A gente já chegou no limite”, afirma o motorista Marcelo Silva.


Com a falta de ônibus, a dona de casa Maria Helena conta que está caminhando longa distância com a filha com deficiência. “As crianças não podem ficar sem ir para o colégio, porque eles entram em crise. A salinha dela só tem criança especial”, relata.

 

Em outros casos, as família têm custeado o transporte do próprio bolso. O valor das viagens para quem sai da zona rural, por exemplo, varia de R$ 2 a R$ 7. “Eu estou perdendo aulas, porque eu não venho todo dia pagando porque é puxado. Aí, venho dois dias na semana, três”, conta uma estudante afetada pela greve.


Na segunda-feira (17), cerca de 150 alunos resolveram fazer uma manifestação. Com faixas, cartazes e apitos, eles pediram solução para o problema em frente à prefeitura do município. A estudante Amanda Ramos diz que a greve está dificultando a vida dos alunos que pretendem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Aulões nos sábados, a gente não pode vir porque não tem condição de pagar até R$ 5 de passagem para vir e R$ 5 para voltar”, diz.

 

Segundo os motoristas, a dívida total gira em torno de R$ 1,6 milhão. João Rabelo, secretário de governo, conta que o atraso no pagamento para a empresa de transportes aconteceu porque o município demorou para receber a verba do governo federal, mas que o problema já está sendo resolvido. “Houve um atraso. Na verdade, a gente está pagando agosto. Aí, ficamos com atraso de seis dias para setembro e devemos pagar até o dia 25”.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.