A grande celeuma do momento no espaço de debate da política brasileira está sendo em torno da PEC 241 (Projeto de Emenda Constitucional) que limita os gastos públicos ao índice inflacionário do ano anterior.
Pedagogicamente falando, o que esta sendo proposto é corrigir uma pratica voltada para o modus operandi dos políticos que gastam o dinheiro publico de forma irresponsável. Esse parece ser o argumento dos idealizadores da PEC que defendem a tese de que é aí que residem as raízes da crise financeira porquanto está atravessando o país. Será que essa é realmente a única causa dessa malfadada crise?
O que quebra o Brasil não são os gastos com políticas publicas, como em educação e saúde. O problema não é esse, mas o contrario. Quando na historia da nossa Republica os governos se importaram com a saúde e a educação do povo brasileiro como nos últimos governos do PT? Quando o povo foi mais assistido com valorização salarial, com educação, com moradia...? Mas, no entanto, sempre tivemos crises, sempre tivemos tendência a uma inflação alta, à falta de credito internacional, etc. Basta tomarmos como exemplo a situação do Brasil no final do governo tucano de FHC, que antecedeu os três mandatos do governo Lula/Dilma.
Em nossa opinião, o que quebra o Brasil são, antes de tudo, a corrupção endêmica e as mordomias; os super salários, as aposentadorias vultosas e o luxo que o povo tem que arcar daqueles que moram no andar de cima da nossa sociedade, a chamada classe A. As grandes riquezas nesse país nunca foram tachadas de forma devida.
Se quiserem fazer uma reforma séria, que comecem cortando na carne daqueles que recebem aposentadorias vultosas. Comecem por acabar com as mordomias que recebem singelamente o nome de ajuda de custo e cobrem mais daqueles que detém o controle das maiores riquezas do País. Já foi mostrado em pesquisas recentes que a máquina política do Brasil é uma das mais caras do mundo. “Incluindo salários, auxílios e demais verbas, cada deputado custa, em média, 147 mil reais aos cofres públicos todos os meses, segundo dados da própria Câmara. Isso representa um gasto anual de quase 2 milhões, para cada deputado em exercício.” Multiplique por 513 e veja quanto dá.
O que percebemos é que tanto os defensores da PEC 241 quanto os que são contra esse projeto não discutem de forma séria essa questão. Precisamos de ajustes: na Política, na Previdência, nos Gastos Públicos, no Sistema Financeiro (que é um grande vilão)... A questão é que esses ajustes têm que ser feitos com o sacrifico de todos e não apenas dos trabalhadores e da sociedade. Afinal de contas, quem mais come do pato não são esses, mas a elite brasileira. Por isso, não é a saúde e a educação que têm que pagar o pato sozinhos. Não é justo que todos comam e apenas um setor da sociedade pague a conta.
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