A Polícia Federal realiza na manhã desta sexta-feira (21) quatro mandados no Senado Federal. A ação tem como alvos agentes da Polícia Legislativa. De acordo com informações divulgadas pelo jornal folha de S. Paulo, entre os nomes procurados está o de Pedro Ricardo Carvalho, diretor da Polícia do Senado e homem de confiança do presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). A suspeita é de que a estrutura tenha sido usada para contraespionagem contra as investigações da Operação Lava Jato.
Esta fase da investigação se baseou no depoimento de um policial legislativo que relatou que o chefe da polícia do Senado realizou ações para barrar monitoramentos nos gabinetes e casas dos senadores Fernando Collor de Mello (PTC-AL), Edison Lobão (PMDB-MA) e do ex-senador José Sarney (PMDB-AP).
Usada na segurança da casa, a polícia Legislativa já havia entrado em atrito com as investigações da Lava Jato. Em julho do ano passado, o Senado reclamou da ação de policiais federais que faziam busca e apreensão em apartamentos de senadores, entre eles o de Fernando Collor (PTC-AL). Até o momento, não há informações sobre buscas nos gabinetes dos senadores.
A ação no Senado acontece dois dias depois da prisão do deputado federal cassado, Eduardo Cunha, por determinação do juiz Sérgio Moro por conta de investigações da Operação Lava Jato. Ele foi detido em Brasília e conduzido para a sede da Polícia Federal de Curitiba, no Paraná, onde as investigações estão sendo concentradas.
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