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Geral Marcus Theófilo

Independência funcional do idoso através do exercício físico

Marcus Theófilo é educador físico, especialista em exercício físico aplicado a reabilitação cardíaca. Escreve às terças.

01/11/2016 22h39
Por: Redação Fonte: Marcus Theófilo

O avanço da idade é um processo que abrange várias modificações como estilo de vida, doenças, genética, influenciando expressivamente a maneira em que se atinge a uma determinada idade. O envolvimento do idoso com atividade física contribui para um melhor estilo de vida, tendo benefícios em que esses exercícios podem proporcionar (ACSM, 1998).

O processo de envelhecimento está ligado a importantes modificações corporais como diminuição da massa muscular, flexibilidade, força, potência e declínio da independência funcional, que está associada à diminuição na habilidade para realizar as atividades da vida diária como sentar, subir escadas, carregar um objeto e das capacidades físicas (MATSUDO et. al., 2003).

No envelhecimento, há diminuição da estatura devido à compressão vertebral, com o estreitamento dos discos intervertebrais e da cifose; constante perda de equilíbrio devido a mudanças motoras; curvatura dorsal acentuada; possível descalcificação óssea; perda de tônus muscular e maior fragilidade da articulação (MIRANDA; RABELO, 2006).

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A perda da massa e força muscular são as principais responsáveis pela perda da mobilidade e da capacidade funcional no processo do envelhecimento, devido à elasticidade do tecido, aumento do tecido gorduroso e presença de ligações aleatórias de colágeno, conseqüentemente prejuízo de unidades motoras funcionais dificultando a locomoção, equilíbrio, aumentando o risco de quedas, contribuindo também para o risco de doenças crônicas, como o diabetes e a osteoporose. (ACSM, 1998).

A independência do idoso surge com um importante marcador de um envelhecimento bem sucedido e da qualidade de vida, demonstrando à capacidade do ser humano realizar uma atividade motora sem requerer ajuda para a execução das tarefas básicas e instrumentais de vida diária. (FREITAS et. al., 2006).

As pessoas idosas podem beneficiar-se através dos exercícios físicos, porém benefícios maiores podem ser obtidos se a prática dessas atividades for regular, em níveis moderados a intensos, incluindo o treinamento da musculação, aeróbicos e de flexibilidade, ajudando na preservação da autonomia funcional, reduzindo riscos de quedas, aperfeiçoando a mobilidade e contrabalanceando a fraqueza e a fragilidade muscular, além de possibilitar melhor execução das atividades funcionais (ACSM, 2003).

Segundo Vale e colaboradores (2005), os exercícios físicos são atividades que podem favorecer ao aumento da expectativa de vida, da saúde, do cotidiano dos idosos e em destaque as atividades essenciais e instrumentais da vida diária. As atividades essenciais estão relacionadas ao cuidado pessoal, como alimentar-se, banhar-se, vestir-se, elevar-se da cadeira, subir escadas e manter o equilíbrio ao evitar obstáculos. No entanto, as atividades instrumentais referem-se preferencialmente à participação social do sujeito, como por exemplo, passear ao ar livre, realizar compras, atender ao telefone e utilizar meios de transporte (DUCA et. al., 2009).

Procure um profissional da área de Educação Física, pois ele tem por objetivo promover a saúde das pessoas através da prática de atividades físicas. #JuntosSomosMaisFortes.

 

REFERÊNCIAS

 

AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE (ACSM).  Posicionamento Oficial - Exercício e atividade física para idosos. Medicine & Science in Sports & Exercise. 1998. 

___________. Diretrizes do ACSM para os testes de esforço e sua prescrição. 6ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

DUCA, G.F.D.; SILVA, M.C.; HALLAL, P.C. Incapacidade funcional para atividades básicas e instrumentais da vida diária em idosos. Revista de Saúde Pública. v.43, n.5, 2009.

FREITAS, E.V. et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 2ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

MATSUDO, S.M.M.; MATSUDO, V.K.R.; BARROS NETO, T.L.; ARAÚJO T.L. Evolução do perfil neuromotor e capacidade funcional de mulheres fisicamente ativas de acordo com a idade cronológica. Revista Brasileira Medicina do Esporte. v.9, n.6, 2003.

MIRANDA, E.P.; RABELO, H.T. Efeitos de um programa de atividade física na capacidade aeróbia de mulheres idosas. MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006.

VALE, R.G.S.; NOVAES, J.S.; DANTAS, E.H.M. Efeitos do treinamento de força e de flexibilidade sobre a autonomia de mulheres senescentes. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. v.13, n.2, 2005.

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