Quinta, 08 de Outubro de 2026 02:50
(71) 99663.6360
Geral Manoel Jorge

Quem fala, não consente!

Manoel Jorge é Bacharel em Filosofia e Pós-graduado em Letras, é diretor sindical da APLB Sindicato de Mata de São João. Escreve às sextas.

11/11/2016 10h05 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: Manoel Jorge
O Brasil está vivendo um momento de risco imensurável. Diante da crise econômica gerada pela má gestão pública, o remédio amargo para curar essa malfadada crise está mais uma vez sendo imposto àqueles que não têm culpa nenhuma pelo desastre sócio-econômico: o povo e os trabalhadores.

O dia 11 de novembro, sexta-feira, dia de greve geral, vai ficar marcado como o momento em que professores e demais trabalhadores gritaram contra as medidas tomadas pelo governo elitista do Presidente Temer que quer forçar o povo a pagar as contas da farra daqueles que ganham grandes salários no Brasil e que estão alocados nos poderes executivo, legislativo e judiciário e que são responsáveis pela administração do País. Por quanto sai para os cofres públicos os gastos com um SENADOR, com um DEPUTADO FEDERAL, com um JUIZ... A classe política brasileira, segundo as estatísticas, é uma das mais caras do mundo. Com quanto ela irá contribuir para superar a crise? Com nenhum centavo. Aqui está a injustiça. Senadores, deputados, juízes..., continuam com os seus exorbitantes salários e privilégios enquanto o povo terá que pagar por tudo sozinho.

 A PEC 55, que está pra ser votada no SENADO FEDERAL, é uma afronta ao povo trabalhador desse país, àqueles que produzem e que fazem a economia girar. As grandes fortunas precisam tomar do mesmo remédio amargo que está sendo imposto ao POVO e aos trabalhadores por esse governo que está preservando aqueles que são mais privilegiados e querendo castigar a sociedade com austeridade fiscal, colocando o país de joelhos diante dos banqueiros e agiotas do mundo, o chamado setor especulativo, que nada produz e que apenas vive como parasitas, sugando e explorando os recursos que são gerados pelas nações.

Como deixar de investir, por 20 anos, em uma saúde publica que atende de forma tão precária a população carente? Como congelar investimentos em uma educação que é considerada pelos indicadores nacionais e internacionais como deficitária e fraca; uma das piores do mundo?

Os nossos jovens de 14 a 18 anos estão tomando as escolas em todo o país em uma atitude de vanguarda e revolucionária para dizer que não concordam com a atitude autoritária do Presidente Temer e de seu Ministro da Educação, que por meio de uma medida provisória autoritária, está desobrigando as escolas de ensinar matérias tão importantes como Filosofia, Sociologia, Artes e Educação Física. Querem transformar as futuras gerações em marionetes, seres incapazes de pensar... Para onde querem conduzir a nossa juventude? As ocupações nas escolas devem se juntar às outras ações de protestos para dizer não a esse modelo autoritário de condução da sociedade; os nossos jovens, mais uma vez, estão dando aula de cidadania a toda a sociedade brasileira. Parabéns Jovens, vocês estão demonstrando, na pratica, o valor das disciplinas que esse governo quer tirar de forma autoritária de vocês. Quem grita; quem protesta; quem ocupa espaço; quem fala, não consente.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.