Dessa vez o tema veio por conta de tudo que vem acontecendo no mundo da gestão empresarial. Quer seja no setor privado ou no setor público. Quando iniciei minha carreira ouvi muitos conselhos: Faça! Gerencie! Acompanhe! Supervisione! Comande! Pare de ser bonzinho demais! Aprenda a dizer não! Enfim, é como se todos os conselheiros tivessem a fórmula mágica! Com o passar dos tempos, com as pancadas tomadas e os resultados apurados, entre vitórias comemoradas e fracassos repensados, aprendi algumas coisas que me foram fornecidas.
A primeira coisa que aprendi, é que independente do seu momento e do seu estado de humor, o mundo inteiro está numa busca incansável pelo aumento da produtividade. Produtividade hoje é a chave do sucesso das organizações. Significa fazer sempre mais, consumindo menos recursos.
Ocorre, porém, que apesar da produtividade de uma empresa depender de diversas pessoas, entre subordinados e chefes, gerentes e líderes, clientes/contribuintes e fornecedores, a gestão para o resultado da produtividade deverá tratar cada ente de forma singular, daí a necessidade da Gestão individual de pessoas!
Imagine uma enfermaria de um hospital com apenas 05 pacientes. Porém, cada um com um tipo diferente de enfermidade: um está com dor de cabeça, outro com dor de estômago, outro com o pé torcido, um com dengue e o último não sabe o que tem. O médico plantonista está cuidando de todos esses diferentes pacientes com o tradicional: “DORFLEX”.
Trazendo o exemplo acima para a gestão de pessoas, é como se os gestores estivessem jogando “Damas”, tratando seus funcionários como peças iguais, sem análise de expectativas de forma individual, conduzindo suas equipes como se manifestassem os mesmos resultados, a mesma disposição e o mesmo nível de conhecimento.
No fundo, os gestores sabem que precisam nortear, encorajar e capacitar sua equipe, e, ao mesmo tempo, eles mesmo precisam aprimorar suas próprias aptidões. Só que estão tão atarefados, resolvendo inúmeros problemas de gestão, que se queixam da falta de tempo para desenvolver e orientar sua equipe. Estar à deriva no tempo e no espaço não é privilégio somente dos astronautas!
Gestores focados em apagar incêndios, com a missão de preparar, engajar, reter e orientar talentos, perdem uma enorme oportunidade de alcançar os objetivos tão necessários para o desenvolvimento da empresa, simplesmente, porque não conseguem maximizar as competências de cada talento da equipe de maneira necessária e intensa.
Esses gestores perdem profissionais de alta performance por não conseguir trata-los de forma justa e meritocrática, tornando-os desengajados e descompromissados, caindo na mesmice do conjunto.
Se fizermos uma pesquisa com os gestores e funcionários das diversas áreas que você trabalha, sabe o que ouviremos?
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