A redução do número de estudantes por turma (de 60 para 45) na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba) provocou confusão entre os alunos. Isso porque a medida causou a falta de vagas para que esses estudantes cursem disciplinas obrigatórias no semestre 2016.2.
Nesta segunda-feira, 21, durante a segunda oportunidade para o reajuste da matrícula, vários deles enfrentaram dificuldades para conseguir vaga.
É o exemplo da estudante Laís Nanda Pereira, 24, que aguardava na fila para tentar se inscrever em uma matéria obrigatória do 10º semestre. “Tem poucas vagas para a quantidade de estudantes que entram no curso. Falta estrutura”, criticou.
Já a estudante do 7º semestre Jeane Marques, 30, está preocupada com os critérios utilizados pela faculdade escolher quem ficará com as vagas. “Não é a primeira vez que isso acontece. É um absurdo, é falta de organização”, disse.
O presidente do centro acadêmico Ruy Barbosa, Rodrigo Rara, afirmou que a situação deve prejudicar pelo menos 500 alunos. A estimativa dele é que esse número de estudantes não consiga cursar matérias obrigatórias do semestre atual.
“Na disciplina de processo civil, que é obrigatória do 5º semestre, apenas 11 alunos do 5º semestre conseguiram se matricular. Os outros são alunos dessemestralizados”, exemplificou Rara.
O coordenador do curso, Francisco Bertino, reuniu alunos em frente ao Núcleo de Atendimento ao Estudante, nesta segunda, para esclarecer a situação. Segundo ele, o módulo (sala de aula) de 45 alunos atende à resolução 02/2009 do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe).
Já o diretor da faculdade, Celso Castro, garantiu que alunos nas situações citadas acima serão incluídos nas turmas ou, se for o caso, novas turmas serão criadas.
“Estamos flexibilizando, admitindo a matrícula de até 60 estudantes, desde que eles cursem disciplinas do semestre deles”, afirmou Bertino. Ele esclareceu que serão respeitados os limites previstos na grade, sendo disponibilizada seis disciplinas para o turno diurno e cinco para o noturno.
“Serão priorizados estudantes formandos, depois calouros e, por fim, aqueles que possam ser prejudicados no prazo de conclusão do curso”, explicou.
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