Na coluna passada, abordamos a ocupação estudantil nas escolas e o comovente discurso da adolescente Ana Júlia, que deu voz e rosto ao movimento dos jovens brasileiros contra a Medida Provisória 746, que reforma o Ensino Médio, e a PEC 241, mais conhecida como PEC do Teto.
A constatação é óbvia e, a nosso ver, altamente positiva: os estudantes estão mostrando a sua força em todo o País, defendendo a Educação, sua maior oportunidade de um futuro melhor. Afinal, o estudante é o sujeito da sua própria Educação.
Os números da Educação são impactantes: somos uma nação com 50 milhões de alunos (que envolvem milhões de famílias), 2 milhões de professores e milhões de funcionários das escolas e Secretarias de Educação espalhadas por todo o Brasil.
Não seria exagero dizer que metade da população brasileira está em contato direto com a educação escolar, durante todo o ano. E a outra metade também é atingida pelos efeitos positivos que a Educação traz para a sociedade; precisamos zelar pela Educação, para zelar pela comunidade.
É o engajamento da juventude nos temas críticos da sociedade, que faz com que todos avancem. O protagonismo dos estudantes, que assumem o seu papel de participar da vida no Brasil, é fundamental. Os estudantes de hoje serão os líderes de amanhã; é importante que demonstrem senso crítico e consciência de cidadania. É no movimento estudantil que se forjam os novos líderes numa democracia.
Todos nós, políticos e cidadãos, devemos aprender com esta lição que nos é ministrada pelos estudantes; vamos assumir também as nossas posições, em defesa da Educação. Abandonemos bandeiras partidárias ou ideológicas, e sejamos capazes de promover uma discussão ampla e aberta, não só sobre a Medida Provisória 746 e a PEC 241, que estão na ordem do dia, mas sobre os grandes problemas do nosso País.
A vida não é um jogo de futebol. Precisamos ser capazes de abandonar a torcida fanática e adotar a discussão racional, em busca do que é melhor para o Brasil e os brasileiros. Sejamos humildes e vamos aprender com os nossos estudantes; deixemos que eles nos ensinem a fugir da pobreza de um debate calcado apenas na defesa de ideologias e vamos procurar uma discussão ampla, que contemple os interesses da comunidade.
Vamos aprender com os nossos estudantes. Esta é uma lição de patriotismo, participação e cidadania!
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