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Política em Foco Lava Jato

Justiça decreta nova prisão preventiva de Sérgio Cabral

Cabral está preso desde 17 de novembro, sob a acusação de receber propina para fechar contratos públicos no estado

26/01/2017 12h47 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: G1
Justiça decreta nova prisão preventiva de Sérgio Cabral

A 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro expediu um novo mandado de prisão preventiva do ex-governador Sérgio Cabral. Cabral está preso desde 17 de novembro, sob a acusação de receber propina para fechar contratos públicos no estado. Além dele, outras duas pessoas já presas desde o ano passado também tiveram novo mandado decretado: o ex-assessor de Cabral Carlos Miranda e o ex-secretário Estadual de Governo Wilson Carlos.

Policiais federais também cumprem mandados de prisão preventiva contra outras seis pessoas por envolvimento no mesmo esquema, entre elas o empresário Eike Batista e o advogado Flávio Godinho, vice-presidente de futebol do Clube de Regatas do Flamengo. Também há mandados de prisão contra Álvaro Novis, Sérgio de Castro Oliveira, Thiago Aragão (Ancelmo Advogados) e Francisco Assis Neto.

Quatro mandados de condução coercitiva foram expedidos pela Justiça. Os alvos são a ex-mulher de Cabral Susana Neves, o irmão do ex-governador Maurício Cabral, Eduardo Plass e Luiz Arthur Andrade Correia. Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em 27 endereços no Rio de Janeiro.

De acordo com o Ministério Público Federal, a operação de hoje, chamada Operação Eficiência, investiga a ocultação de mais de 100 milhões de dólares (R$ 317 milhões), através de remessas para o exterior. Em apenas um ano, de agosto de 2014 a junho de 2015, a organização criminosa movimentou R$ 39,7 milhões, segundo os procuradores responsáveis pela investigação.

Segundo o MPF, um dos esquemas investigados é o pagamento de uma propina de US$ 16,5 milhões ao ex-governador por Eike Batista e Flávio Godinho, do grupo EBX, a pedido de Cabral, usando a conta Golden Rock no TAG Bank, no Panamá. Para dar uma aparência de legalidade à negociação, foi fechado um contrato de fachada para a compra de uma mina de ouro entre a empresa Centennial Asset Mining Fuind Llc, holding de Batista, e a empresa Arcadia Associados.

Eike Batista, Godinho e Cabral também são suspeitos de terem tentado atrapalhar as investigações. Com o auxílio de colaboradores, o MPF já conseguiu repatriar cerca de R$ 270 milhões, que estão à disposição da Justiça Federal em conta aberta na Caixa. A força-tarefa está solicitando cooperação internacional para o bloqueio e posterior repatriação dos valores ainda ocultos em outros países.

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