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Nova fase da operação Calicute é deflagrada

Homem de confiança do ex-governador, Costa Filho é suspeito de lavar R$ 8 milhões

02/02/2017 10h38 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: Estadão Conteúdo
Nova fase da operação Calicute é deflagrada

A Polícia Federal e a Procuradoria da República no Rio deflagraram na manhã desta quinta-feira (2) a Operação Mascate, nova fase da Calicute, desdobramento da Lava Jato no Rio que levou à prisão o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

Entre os objetivos da ação desta quinta, está prender preventivamente Ari Ferreira da Costa Filho. Conhecido como "Arizinho", ele é apontado como mais um operador de propinas do peemedebista. 

Homem de confiança do ex-governador, Costa Filho é suspeito de lavar R$ 8 milhões.

A PF também cumpre 10 mandados de busca e apreensão em imóveis de Ari e de pessoas ligadas ao operador. A Justiça Federal no Rio já havia decretado a quebra dos sigilos bancário e telefônico de Costa Filho, além de ter determinado o sequestro dos bens dele, acusado pelos delatores Renato e Marcelo Chebar, que controlavam contas secretas de Cabral no exterior, de lavar R$ 8 milhões em propinas.

Acusado de intermediar a lavagem de dinheiro e os pagamentos de propina, "Arizinho" começou a trabalhar com Cabral na década de 1980, quando o peemedebista era deputado estadual e, segundo as investigações, em 1996 começou a trabalhar em um cargo comissionado no gabinete do peemedebista.

Posteriormente, teve passagens por várias secretarias no governo de Cabral no Rio. Costa Filho se tornou assessor especial do ex-governador e estava na gestão de Luiz Fernando Pezão (PMDB) até poucos dias atrás.

Essa já é a terceira operação policial contra o esquema de corrupção do grupo supostamente liderado por Sérgio Cabral e que teria arrecadado milhões em propinas de obras de grandes empreiteiras com o Estado quando foi governador do Rio, de 2007 a 2014. A operação foi autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio.

Ao menos nove acusados de atuarem como operadores financeiros do esquema de Cabral, entre doleiros e responsáveis por cobrar e transportar os pagamentos ilícitos, já foram presos pela PF no Rio desde que a Operação Calicute foi deflagrada em 17 de novembro de 2016.

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