Foi difícil para os jogadores e até para os torcedores. O empate por 0x0 entre Jacuipense e Bahia frustrou os 2.179 pagantes no estádio, em Riachão do Jacuípe. Até que a bola ‘rolasse’ no Valfredão, que apresentava um gramado em condições muito ruins, foram 45 minutos de atraso. Tudo por conta da falta de iluminação no estádio, que não suportou a carga de todos os refletores ligados ao mesmo tempo.
O jogo só começou com a ajuda de um gerador. Os jogadores demoraram a entrar no ritmo e os primeiros minutos foram marcados por muita transpiração e pouca inspiração. Aos 23, o lateral direito Paulinho conseguiu finalizar em um chute de longe, que obrigou Anderson a trabalhar pela primeira vez. O Bahia respondeu com Régis, que perdeu grande oportunidade. Após Gustavo tentar dominar, a bola sobrou dentro da área para o meia tricolor, que tocou pra fora na saída do goleiro.
Os chutes de fora da área e as ligações diretas eram as principais alternativas das duas equipes diante do gramado ruim. O Jacuipense por pouco não abriu o placar antes do intervalo no chute cruzado de Jeorge, que passou perto.

Antes de descer para o vestiário, o goleiro Anderson falou sobre os principais adversários na partida. “Já peguei campo ruim, pouco iluminado e com vento, mas os três juntos, é a primeira vez”. O jogo manteve a mesma tônica na volta para o segundo tempo. Mais adaptado ao campo, o Jacuipense quase marca logo aos 3 minutos com Jeorge novamente, de cabeça, mas Anderson fez a defesa.
A chance tricolor veio na bola parada. Juninho cobrou falta da meia lua, mas não caprichou como no jogo passado e mandou por cima do gol. Para tentar dar mais força ofensiva ao time, Guto resolveu trocar todo o ataque. Colocou Kaynan, João Paulo e Matheus Peixoto nos lugares de Mário, Diego Rosa e Gustavo respectivamente.
Apesar da mudança completa no setor, pouco efeito surtiu em campo. Em um dos raros momentos de futebol, Eder tabelou com João Paulo que ajeitou de letra para o zagueiro/lateral-direito chegar batendo de primeira, por cima do gol. As equipes até tentavam, mas não conseguiam criar praticamente nada e faziam um segundo tempo ainda pior do que o primeiro. A bola parada era sempre uma esperança de mudar o panorama da partida.
Aos 33 minutos, Juninho teve nova chance em falta direta, mas mandou no meio do gol para fácil defesa de Nunes. Até o final da partida, sobrou esforço e faltou futebol.
O Bahia volta a atuar pelo Campeonato Baiano apenas na próxima quarta-feira, dia 8, diante do Bahia de Feira, em Pituaçu, às 18h30. Antes, o tricolor tem compromisso pela Copa do Nordeste. O time do técnico Guto Ferreira encara o Moto Club, sábado, às 19h30, também no Estádio Roberto Santos. A tendência é que o time atue com sua força máxima.
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