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Mata de São João Praia do Forte

Gestor do Klaus Peters fala sobre área atingida pelas chamas

Pequenos focos de chamas ainda persistem na Área de Proteção Ambiental (APA) do Parque Florestal Klaus Peters, em Praia do Forte, litoral de Mata de São João

06/03/2017 08h54 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: Redação
Gestor do Klaus Peters fala sobre área atingida pelas chamas

Pequenos focos de chamas ainda persistem na Área de Proteção Ambiental (APA) do Parque Florestal Klaus Peters, em Praia do Forte, litoral de Mata de São João. De acordo com informações de Fábio Lima, gestor do Parque, com o apoio do Corpo de Bombeiro e voluntários que trabalham em hotéis de Praia do Forte, os trabalhos para debelar o fogo continuam desde às 6h desta segunda-feira (6).

 “Estamos completando sete dias de combate a esse incêndio. Na quarta, quinta e sexta foram os dias mais críticos, onde o Graer disponibilizou duas aeronaves para combater essas chamas que mais intensas e agora conseguimos abrir uma linha de mangueira, o que facilita muito”, explica.

Segundo Fábio Lima, aproximadamente 80% das chamas atingiram a vegetação que cobre a lagoa. “Por conta da estiagem o nível da água da lagoa está baixo, então a vegetação próxima estava muito seca e foi atingida pelo fogo. Os 20% das chamas alcançaram a vegetação de restinga”, destaca.


Reprodução/Marcelo OliveiraO incêndio que teve início na última segunda (27) e já atingiu cerca de 90 hectares

Visitação – O Parque Florestal Klaus Peters continua funcionando normalmente, inclusive, permanece aberto para visitação e para a utilização do espaço para atividades físicas. “A visitação ao parque continua aberto, a área atingida compreende o norte da unidade de conservação, então a trilha dos pássaros onde as pessoas utilizam para fazer passeio, caminhadas a atividade física, continua aberto”, frisa.

Animais mortos – O incêndio que teve início na última segunda (27) e já atingiu cerca de 90 hectares, bem como animais que habitavam na reserva. De acordo com Fábio não há como mensurar a quantidade de animais atingindo pelas chamas. “Nós ainda não fizemos o levantamento, pois a nossa preocupação agora é debelar o fogo, após esse trabalho, vamos fazer o estudo dos animais afetados, mas posso dizer que as espécies que têm o deslocamento mais lento, sofreram um muito mais. Encontramos tartarugas de água doce mortas, alguns répteis, bicho preguiça”, finaliza.

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