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Esporte Futebol

Vitória conta com americanos para brilhar no NBB

Há sete meses residindo em Salvador, Hayes se diz cativado pelo estilo acolhedor da Bahia

10/03/2017 13h46 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: A Tarde
Vitória conta com americanos para brilhar no NBB

Destaques no basquete jogado pelo Vitória/Universo, os norte-americanos Kenny Dawkins, Chris Hayes e Keyron Sheard se mostram bem a vontade com o idioma, o clima e a culinária local. “Gosto da comida baiana, moqueca de peixe, igual ao Chris, e mais do calor que frio. E também ‘do’ mulher daqui”, confessou Sheard, enquanto Hayes, entre risos, dizia concordar com o compatriota.

Há sete meses residindo em Salvador, Hayes se diz cativado pelo estilo acolhedor da Bahia. Assim também se sentem Dawkins, que tem seis meses na cidade, e Sheard, quatro. A queixa é o trânsito congestionado quando, por exemplo, visitam pontos turísticos ou praias como as da Barra, Flamengo e Pituba.

“Tem bastante trânsito aqui, um motorista passa o outro, outro chega buzinando...” estranhou Hayes, que se inspira no astro Le Bron James, do Cleveland Cavaliers, enquanto Dawkins prefere Chris Bosh, (Miami Heat) e Sheard a Allen Iverson (já aposentado).

Além de responsáveis pela boa campanha da equipe no Novo Basquete Brasil (NBB) 2016/17 – a Primeira Divisão do Brasileiro de Basquete – o trio foi indicado para a votação do Jogo das Estrelas do NBB, no dia 19 deste mês.

Dawkins concorreu como armador, Sheard ala e Hayes pivô ao NBB Mundo. A votação foi encerrada na última quarta-feira, mas ainda não foi divulgada a lista final dos cinco titulares entre 18 pré-selecionados de cada equipe para 12 vagas em cada um.

“Nos indicarem é muito bom. As pessoas vão conhecer mais o Vitória. Estamos fazendo nosso trabalho, acho legal porque a gente treina muito para dar orgulho de ser Vitória”, disse Hayes. Dono de maior fluência no português, Dawkins revelou ter dado uma mãozinha na votação para o NBB Internacional. “Eu votei neles. Votamos uns nos outros”, confessou o armador.

Opção pelo Brasil

Para explicarem a troca dos Estados Unidos, país do basquete, pelo Brasil, do futebol, os jogadores fazem um paralelo com ambos. “Basquete no nosso país é como aqui em que os brasileiros já nascem jogando futebol. Como não há espaço para todos nos melhores times, eles vão jogar fora”, comparou Dawkins.

“Nos Estados Unidos só temos a NBA para ganhar muito dinheiro. Temos mais oportunidade fora. Jogar liga profissional não vai ganhar nada. Melhor vir para cá, porque compensa, senão a gente ficaria lá e pegaria um trabalho normal”, completou Hayes.

Para Dawkins existem outras vantagem na troca de países. “Não é só dinheiro. A gente aprende mais, tanto um outro idioma como outra cultura”, ponderou o armador, que só atuou nos EUA e Brasil.

Hayes, porém, jogou no ano anterior em Dubai, antes de defender times do Uruguai, argentina, República Dominicana e Equador. Já Sheard passou pela Romênia, Lituânia, Argentina e Venezuela.

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