O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, ao lado de outros ex-executivos da empreiteira baiana, afirmou que seu grupo e a Andrade Gutierrez acertaram o repasse de R$ 50 milhões ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) após vencerem o leilão para a construção da hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia, em dezembro de 2007.
Neste período, o tucano era governador de Minas Gerais e tinha sob seu comando uma das empresas que integravam o consórcio que ganhou a disputa, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
Segundo delatores da Odebrecht, a empresa se comprometeu a pagar R$ 30 milhões, enquanto a Andrade Gutierrez se encarregou dos R$ 20 milhões restantes. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo deste domingo (19), os delatores não esclareceram se os valores alegados foram efetivamente pagos e também não falaram em propina para descrever o acerto com Aécio.
Os dados constam no pedido de inquérito feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Procurado pelo diário paulista, o senador afirma que "é absolutamente falsa a pretensa acusação". "A licitação da obra da usina de Santo Antônio foi realizada pelo governo federal, sem qualquer influência do governo de Minas", disse. O senador afirma também que "dentre tantas mentiras que têm sido ditas talvez essa seja a mais fácil de comprovar".
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