A prefeitura de Mata de São João encaminhou nesta terça-feira (21) um projeto de Lei para a criação de uma autarquia para gerir a Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emas). O órgão vai gerir o abastecimento de água, sistema de esgotamento, limpeza urbana e coleta de lixo doméstico.
Hoje os serviços de abastecimento de água e rede de esgoto no município são administrados pela Embasa, que tem contrato de concessão até o final de setembro deste ano. O órgão, que é uma sociedade de economia mista e que tem como maior acionista o governo do Estado, toca os serviços há mais de 20 anos no município.
A qualidade dos serviços da Embasa em Mata de São João tem sido contestada pela população, o que seria o principal motivo para que o executivo assuma a gestão.
Há problemas com abastecimento em diversas ruas da cidade, além da precariedade da manutenção do sistema de esgotamento da cidade.
A água potável que abastece o centro e o distrito de Amado Bahia vem de fontes naturais, extraída através de poços.
Na Câmara
A base do governo defendeu a proposta de municipalização, destacando o sofrimento da população com a qualidade dos serviços prestados pela Embasa no município.
Sessão Ordinária realizada na manhã desta terça-feira (21) - Câmara Municipal de Mata de São João
O vereador Jair Bispo (PTB) citou casos de insatisfação reparados na Laser FM. "Outro dia uma senhora comentou sobre a cor da água que saiu da torneira. Uma falta de respeito".
O requerimento com pedido de urgência para a votação do projeto foi contestada pela oposição. Segundo o vereador Tiago de Zezo (PT), o projeto teria que ser discutido antes com os edis. "Não podemos aprovar um requerimento sem antes discutirmos diversas questões técnicas e econômica. Sabemos que a municipalização é melhor que a privatização", destacou.
O vereador Paulo Bolinha (PR) demonstrou contrariedade à proposta. "A empresa especializada para isso é a Embasa. Quer dizer que hoje a Embasa não presta? É a [gestão] prefeitura que vai prestar?", disparou.
O requerimento de urgência do projeto foi aprovado por 9 votos contra 4 da oposição.