Quinta, 22 de Outubro de 2026 11:17
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,03 +0,17%
Euro R$ 5,64 -0,05%
Bitcoin R$ 436.061,78 -3,50%
Bovespa 205.745,05 pontos -0.36%
Política em Foco Contra a corrupção

Projeto no Congresso quer ‘calar’ Lava Jato, diz coordenador

Procurador Deltan Dallagnol divulgou vídeo nas redes sociais para criticar possível votação de matéria em comissão do Senado nesta quarta-feira

19/04/2017 07h31 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: Bahia.Ba
Projeto no Congresso quer ‘calar’ Lava Jato, diz coordenador

A votação do projeto que criminaliza o abuso de autoridade será utilizada pelos congressistas para tentar silenciar a Lava Jato, afirmou o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação, em vídeo postado nesta terça-feira (18) nas redes sociais.

“Admitir isso é calar de vez a força-tarefa da Lava Jato e o próprio juiz Sérgio Moro. Não permita que isso aconteça. Se manifeste contra essa lei, viralize esse vídeo, expresse a sua indignação, faça a sua voz ser ouvida pelos políticos. Vamos lutar juntos contra a impunidade e a corrupção”, disse Dallagnol.

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima reiterou a tese de Dallagnol, ao acusar os políticos de planejarem uma “vingança”.

“Amanhã [quarta-feira], uma comissão do Senado votará o projeto de lei de abuso de autoridade, proposto pelo senador Renan Calheiros e relatado pelo senador Requião. Todos nós somos contra o abuso de autoridade, mas não é isso que está em jogo. Esse projeto promove uma verdadeira vingança contra a Lava Jato. O que desejam é processar criminalmente o policial que os investiga, o procurador que os acusa e o juiz que os julga”, declarou.

O relator Roberto Requião (PMDB-PR) apresentará nesta quarta um substitutivo baseado no projeto assinado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot. O texto será discutido ou votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Originalmente, a matéria é de autoria do ex-presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL). O peemedebista tentou acelerar a votação do texto no final do ano passado, depois de diligências da Polícia Federal nas dependências do Senado. Alvo de inúmeras críticas à época, Renan teve que recuar.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.