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Política em Foco Política

Juiz federal manda Instituto Lula suspender atividade

Os réus são acusados de tramar contra a Lava Jato para silenciar o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró

10/05/2017 08h02 Atualizada há 9 anos atrás
Por: Redação Fonte: Correio
Juiz federal manda Instituto Lula suspender atividade

O juiz federal Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal, em Brasília, suspendeu as atividades do Instituto Lula nos autos da investigação sobre obstrução de Justiça envolvendo o ex-presidente na Operação Lava Jato. A decisão acolhe pedido do Ministério Público Federal. Os réus são acusados de tramar contra a Lava Jato para silenciar o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

Na decisão, o juiz afirma que pelo “teor” do depoimento de Lula na ação penal “que o Instituto Lula, mesmo que desenvolva projetos de intuito social, possa ter sido instrumento ou pelo menos local de encontro para a perpetração de vários ilícitos criminais”. 

“Ele próprio (o réu Luiz Inácio) mencionou que chamava pessoas para conversar no referido instituto e sobre finalidades diversas do escopo da entidade, alcunhando-o de ‘Posto Ipiranga’ diante de inúmeros assuntos ali tratados, sem qualquer agendamento das conversas ou transparência em suas atividades”, completou o juiz. 

Além de Lula, são réus seu amigo José Carlos Bumlai, o ex-senador Delcídio Amaral, o banqueiro André Santos Esteves, o ex-assessor de Delcídio Diogo Ferreira Rodriguez, o advogado Edson Siqueira Ribeiro Filho e o filho de Bumlai, Maurício Barros Bumlai. Todos são acusados de “agirem irregularmente para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato”. 

Bumlai disse ontem ao juiz federal Sérgio Moro que a ex-primeira dama Marisa Letícia o procurou e pediu “ajuda” para comprar um terreno que iria abrigar a sede do Instituto Lula. Ele depôs como testemunha na ação penal contra o ex-presidente.

Bumlai disse que o primeiro empresário que procurou foi o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht – preso desde junho de 2015. Odebrecht teria ajudado a fazer contato com outros empresários. Bumlai disse que não comprou o imóvel por impossibilidade financeira.

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