A perícia da Polícia Federal que analisou a gravação das conversas entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer apontou que o conteúdo não foi editado. De acordo com o portal G1, a informação foi confirmada por duas fontes envolvidas na investigação.
O resultado contesta a perícia contratada pela defesa de Temer, do perito Ricardo Molina, que apontou entre 50 e 60 "pontos de obscuridade" e "mascaramentos" na gravação. Segundo investigadores, os peritos da PF encontraram pontos de descontinuidades técnicas, ou variações no sinal de áudio, provocadas por falhas técnicas, porém, sem sinais de fraude ou edição.
Ainda segundo o G1, o laudo da PF diz que um dos dois gravadores apresentados por Joesley foi de fato utilizado para a gravar a conversa. O laudo foi entregue ao delegado do caso. Na próxima segunda-feira (26), o parecer será enviado ao Supremo Tribunal Federal e anexado ao inquérito.
Defesa
O advogado de Temer, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, disse ao G1 que ainda não teve acesso ao laudo e que se pronunciará após tomar conhecimento do documento. "Se existe um laudo dizendo que não houve manipulação, existem outros três dizendo que houve. É uma questão de análise e de julgamento final da autoridade responsável", disse.
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