Eram decorridos 20 minutos do jogo contra o Botafogo, no Rio, ainda pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, quando Régis puxou a perna. O meia, artilheiro da equipe na temporada, com 11 gols, sofreu ali uma lesão no músculo posterior da coxa que o tirou de ação por três semanas.
Mas ele já está de volta. Jogou os minutos finais do duelo com o Corinthians, no Itaquerão, e agora surge como forte opção para iniciar a partida deste domingo, 25, às 16h, na Fonte Nova, contra o Flamengo. É também esperança de antídoto para a fase descendente do Esquadrão, há quatro jogos sem conseguir triunfos.
Na esteira da reabilitação de Régis, o técnico Jorginho ganha a chance de, pela primeira vez, poder escalar o quarteto ofensivo que mudou a história do Bahia em 2017. Com a contusão de Hernane – ainda lesionado – e a expulsão de Gustavo no Ba-Vi de ida da semifinal do Nordestão, o então treinador Guto Ferreira foi obrigado a apostar num time sem centroavante.
Deu certo. Logo na estreia da ousada linha de ataque, o Tricolor fez 2 a 0 no arquirrival e se garantiu na decisão. A equipe com a mesma formação ainda entrou em campo para bater o Sport por 1 a 0 e sacramentar o título regional, além de ter aplicado o histórico 6 a 2 sobre o Atlético-PR na abertura da Série A.
No total – exceto o fatídico embate contra o Botafogo, que começou com a perda de Régis – foram cinco partidas disputadas, com três triunfos e duas igualdades. A rede foi balançada 10 vezes, o que dá uma média de dois gols por jogo.
Colega de Régis na formação original do quarteto, Zé Rafael é político na hora de argumentar sobre como o ataque do Bahia funciona melhor. “A gente sabe da qualidade de Régis, mas o esquema é o mesmo com e sem ele. Não muda nada, só a característica. Régis é agudo, parte para o drible, enquanto Vinicius cadencia mais”, analisou.
Sobre a condição física do meia, o técnico Jorginho falou após a partida diante do Corinthians: “Régis saiu por uma contusão. É um jogador extremamente importante, com qualidade técnica e condição boa no um contra um. É avaliar, conversar com os médicos. Bom que ele não sentiu desconforto, se sentiu bem”.
Desembarque
A delegação tricolor retornou nesta sexta-feira, 23, de São Paulo, e os titulares receberam folga. No Fazendão, houve atividades apenas para os atletas não relacionados para o confronto com o Timão e reservas.
No desembarque, o diretor de futebol Diego Cerri comentou a má fase da equipe: “Temos que manter o equilíbrio. Não podemos achar que estamos no fundo do poço”.
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