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PF cumpre mandados de prisão e condução coercitiva contra fraudes

A PF não divulgou os nomes dos alvos nem detalhou em quais locais das cidades os mandados são cumpridos

27/06/2017 14h52 Atualizada há 9 anos atrás
Por: Redação Fonte: A Tarde
PF cumpre mandados de prisão e condução coercitiva contra fraudes

A Poli?cia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), na região centro-sul da Bahia, a Operação Inredux, com o objetivo de desarticular um esquema ilícito de fraudes à Previdência Social descoberto em Itiruçu, a 347 quilômetros de Salvador.

Segundo a PF, são cumpridos um mandado de prisão e seis mandados de condução coercitiva e busca e apreensão em Itiruçu; dois mandados de condução coercitiva em Jaguaquara e um de condução coercitiva em Laje do Tabocal.

A PF não divulgou os nomes dos alvos nem detalhou em quais locais das cidades os mandados são cumpridos. 

Segundo a Polícia Federal, as investigações da operação começaram em 2014, a partir de denúncias de que uma pessoa, que não teve o nome divulgado, atuaria de maneira irregular na intermediação de requerimentos de benefícios junto à agência da Previdência Social em Itiruçu, cidade do centro-sul baiano. 

Após o cumprimento de mandado de busca no escritório de uma pessoa investigada e a obtenção de informações com a agência da Previdência, foram identificados vários requerimentos de benefícios previdenciários de natureza rural, instruídos com documentos falsos, a exemplo de certidões de nascimento e contratos de empréstimo.

A polícia também verificou a falsificação de declarações de atividade rural, que eram obtidas junto a sindicatos de pequenos produtores rurais de Itiruçu, Lajedo do Tabocal e Lafaiete Coutinho. A PF suspeita que os responsáveis pelos sindicatos tinham participação no esquema criminoso.

A PF diz que, mesmo após o cumprimento do mandado de busca, o investigado continuou com com a prática ilícita e ainda passou a orientar testemunhas a mentir aos investigadores para acobertar seu envolvimento nas fraudes. A atitude "irredutível" do investigado, persistindo no crime, foi o que justificou o nome da operação: "Inredux" (em latim, "irredutível").

A polícia informou que ainda não foi possível apurar o montante total da fraude. Os investigados deverão responder pelos crimes de estelionato previdenciário, associação criminosa, falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica e falso testemunho.

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