O ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira (1989-2012), está sendo procurado pela polícia dos Estados Unidos e da Espanha. A informação foi confirmada ao GloboEsporte.com por autoridades com conhecimento das investigações em curso nos dois países.
Na Espanha, Ricardo Teixeira é acusado de lavar dinheiro obtido por meio de comissões ilícitas recebidas na venda de amistosos da seleção brasileira. Ele teria formado uma "organização criminosa" com o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, que está preso há quase dois meses.
Nos Estados Unidos, Teixeira é acusado no "caso Fifa" de fraude, lavagem de dinheiro e de receber milhões de dólares em propinas para beneficiar empresas de marketing esportivo. O ex-presidente da CBF está no Brasil desde 2015. O Brasil não extradita seus cidadãos, motivo pelo qual ele não corre risco de ser preso.
O advogado de Ricardo Teixeira, Michel Asseff Filho, não foi encontrado nesta terça-feira para comentar o assunto. Em outras oportunidades, Asseff disse que a acusação na Espanha "parte de premissa equivocada" e que seu cliente "não foi notificado".
Sobre as acusações nos Estados Unidos, a defesa do ex-presidente da CBF afirma só vai se manifestar depois de ser comunicada formalmente a respeito do processo, algo que ainda não ocorreu. Em entrevista recente à Folha de S.Paulo, Ricardo Teixeira declarou:
Tudo que me acusam no exterior não é crime no Brasil. Não estou dizendo se fiz ou não.
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