Esse fator, afirmam essas mesmas fontes, será decisivo na disputa pelo governo da Bahia em 2018, que deverá colocar frente a frente o governador do estado, Rui Costa (PT), e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).
De um lado, correligionários do petista indicam que a aposta no pleito será associar a imagem de Neto às reformas trabalhista e previdenciária, pautas que, na avaliação deles, “retiraram direitos dos mais pobres”.
Já aliados do democrata deixam escapar, nos bastidores, que ele tentará usar como capital político a administração aprovada pela população na capital baiana e o crescimento do DEM nacionalmente, processo consolidado a partir de uma articulação do próprio Neto e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com parlamentares insatisfeitos de partidos como o PSB.
“O fortalecimento parlamentar do DEM cria naturalmente um polo de aglutinação”, defende, por exemplo, o deputado federal Paulo Azi (DEM), figura próxima a Neto e a Maia.
Do outro lado, o secretário de Relações Institucionais do governo Rui e ex-presidente do PT na Bahia, Josias Gomes, prega que “o desmonte de políticas públicas e direitos consolidados terá reflexo grande na opinião pública” nas eleições.
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