A presidente nacional do PT e senadora, Gleisi Hoffmann (PR), e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, vão prestar depoimento no dia 28 no Supremo Tribunal Federal (STF). O casal é processado pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A dupla foi acusada pelo Ministério Público de ter articulado o recebimento de doação ilegal no valor de R$ 1 milhão para a campanha da senadora em 2010, negociada com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e operacionalizada pelo doleiro Alberto Youssef. O interrogatório foi marcado nesta segunda-feira (7) pelo ministro Edson Fachin, relator da ação penal.
Além dessa ação penal, Gleisi e Paulo Bernardo são alvos de outra investigação da Polícia Federal. Segundo a conclusão do inquérito, de acordo com nota divulgada ontem pela PF, a petista recebeu da Odebrecht, por meio de intermediários, oito pagamentos de R$ 500 mil cada nas eleições de 2014. Os repasses foram identificados numa planilha apreendida com uma funcionária do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, conhecido como departamento de propinas.
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