Mancini formou o time titular sem surpresas: Fernando Miguel, Caíque Sá, Kanu, Wallace e Juninho; Ramon, Uillian Correia, David, Yago, Neilton; Tréllez. As únicas mudanças são os retornos de Wallace e Yago, que voltam de suspensão e mandam Bruno Bispo e Patric para o banco.
Pacientemente, o treinador fez questão de analisar todos os setores do alvinegro e corrigir o posicionamento dos seus atletas. Além de falar do artilheiro Jô (11 gols), o técnico chamou atenção para os espaços que o rubro-negro deixará no campo quando atacar.
“Quando a gente ataca, deixamos espaços. É importante a recomposição dessa bola ser rápida”, indicou ele, ao apontar para o espaço vazio atrás do volante Uillian Correia.
Com a movimentação ofensiva, o Vitória variou do 4-2-3-1, com Neilton recuando e atuando como um meia, para o 4-2-4, quando Yago fez o papel de um ponta direita.
Os principais ataques surgiram pela direita, com Neilton atuando como garçom e deixando Tréllez na cara do gol. Parceria que deu certo e rendeu muitas bolas na rede durante o treino.
A dupla de ataque, inclusive, foi substituída no fim da atividade, para as entradas dos meias Carlos Eduardo e Cleiton Xavier.
No confronto, a ideia de Mancini é explorar os flancos. Em um dos momentos do treino, ele ressaltou como os jogadores de beirada serão importantes no jogo de sábado. “Nós temos que atacar eles pelos lados, que é onde vamos ter mais facilidade”, indicou. As orientações foram dadas na parte do treinamento onde foram permitidas filmagens.
Só alegria
Todo cuidado é pouco. Além de líder e estar invicto no Campeonato Brasileiro, o Corinthians vem de 33 jogos sem perder. O alvinegro tem o segundo melhor ataque da Série A, com 32 gols, e a melhor defesa, com apenas nove sofridos em 19 jogos. O time é também o melhor mandante do Brasileirão, com sete vitórias e três empates, em 10 jogos.
Apesar da dificuldade, o clima na Toca não poderia ser melhor. Após o trabalho, os atletas fizeram uma divertida disputa entre os jogadores de linha e o trio de goleiros formado por Fernando Miguel, Caíque e Wallace. Caso eles sofressem sete gols, pagariam flexões. Sobrou até para Mancini, que acabou o treino pagando prenda.
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