Uma nota na qual o diretório do PSDB paulistano critica o encontro entre o senador Aécio Neves (MG) e o presidente Michel Temer, que aconteceu na sexta-feira, abriu uma nova crise no partido. A nota emitida neste domingo pelo vereador Mario Covas Neto, presidente do diretório municipal da sigla, afirmou que a presença de Aécio em reuniões com Temer causava “desconforto e embaraços”. “Prove sua inocência, senador, e aí sim retorne ao partido”, escreveu. No texto, o vereador afirmou que o único que pode falar em nome da sigla é o presidente em exercício, o senador Tasso Jereissati (CE).
O movimento do vereador não encontrou respaldo entre outras lideranças tucanas. Procurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Pedro Tobias, presidente estadual da sigla, defendeu que Aécio tem o direto de participar de encontros com Temer como senador e cidadão. “Acho lamentável”, disse Tobias, sobre a nota do diretório municipal. “Aécio foi sem representar o partido, já que está afastado. Ainda não foi condenado, é senador da República”, argumentou.