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Política em Foco Política

Aécio diz que Tasso fica na presidência do PSDB até dezembro

O senador Tasso Jereissati (CE) ficará na presidência do partido, de forma interina, até dezembro

24/08/2017 14h19 Atualizada há 9 anos atrás
Por: Redação Fonte: G1
Aécio diz que Tasso fica na presidência do PSDB até dezembro

O presidente licenciado do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta quinta-feira (24) que o senador Tasso Jereissati (CE) ficará na presidência do partido, de forma interina, até dezembro, quando deve acontecer a convenção nacional que escolherá o novo presidente da sigla e o candidato tucano à Presidência da República nas eleições de 2018.

Aécio fez a declaração após se reunir com parlamentares do PSDB e presidentes dos diretórios estaduais, na sede nacional do partido, em Brasília.

"Nós temos uma relação pessoal extraordinária, o que nos permite divergir sobre determinadas questões. Mas as divergências foram superadas e nós continuaremos na nossa trilha de construir um projeto para o país, e isso pressupõe um PSDB unido. E a unidade se dará em torno da interinidade do senador Tasso até o mês de dezembro, onde, aí sim, o PSDB elegerá, pela sua convenção, uma nova direção representando todos os segmentos do partido. E já sob alguma influência do futuro candidato do PSDB", afirmou Aécio aos jornalistas.

O senador cearense, que está no comando interino do PSDB desde maio – quando Aécio pediu licença da presidência depois de ser afastado do mandato parlamentar por ordem do Supremo Tibunal Federal (STF) – vinha sofrendo, nos últimos dias, fortes pressões para renunciar ao posto.

Ao final da reunião com os dirigentes da sigla, Tasso disse que a crise no PSDB é "página virada". Ele afirmou ainda que cabe ao presidente Michel Temer definir sobre a ocupação de ministérios e declarou que as posições congressuais do PSDB em votações no Congresso “não dependem” de cargos.

O PSDB está rachado desde a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer, no início deste mês. Na ocasião, dos 47 deputados da legenda, 21 se posicionaram a favor do prosseguimento do processo, que poderia culminar no afastamento do peemedebista do Palácio do Planalto.

Além disso, na semana passada, o clima no tucanato ficou ainda mais tenso com a propaganda partidária veiculada na TV na qual a atual direção do PSDB criticou o "presidencialismo de cooptação" e disse que errou ao aceitar como "natural" a troca de favores individuais em prejuízo "da verdadeira necessidade do cidadão brasileiro".

Essa propaganda gerou acusações entre expoentes tucanos. De um lado, a corrente do PSDB – comandada por Aécio – que defende a aliança com Temer, apesar das suspeitas de que o presidente da República cometeu crime de corrupção passiva.

Na outra trincheira tucana, dando suporte a Tasso, está um grupo que defende a ruptura da sigla com o governo federal, especialmente, os chamados "cabeças pretas", que representa a ala mais jovem da legenda.

Em meio ao racha do PSDB, Temer aproveitou para fortalecer Aécio, convidando o senador de Minas para reuniões particulares. Segundo o colunista do G1 e da GloboNews Gérson Camarotti, o movimento do presidente da República tinha como objetivo articular a substituição imediata de Tasso do comando da sigla.

No dia em que foi exibida na TV a propaganda do PSDB, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse que o vídeo foi um "tiro no pé" do partido. Já o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, declarou que a propaganda partidária havia ofendido a legenda.

 

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