O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi detido por equipes da Polícia Federal em sua casa, no bairro do Chame-Chame, em Salvador. Os policiais chegaram ao imóvel por volta de 5h30 e saíram de lá às 7h. Geddel foi levado no banco de trás do carro e, mesmo com os vidros fechados, tentou cobrir o rosto.
O delegado da PF Marlon Cajado, responsável pelas investigações da Operação Cui Bono, foi quem pediu a prisão preventiva do ex-ministro, que já cumpria prisão domiciliar. Alguns moradores da Rua Plínio Moscoso, onde fica o Condomínio Pedra do Valle, nº 64, acompanharam a saída da PF.
O vendedor ambulante Marcos de Jesus Santos, 36 anos, que estava na rua no momento da chegada dos policiais foi levado para dentro do prédio para servir de testemunha. Marcos foi uma das duas pessoas escolhidas de forma aleatória pela PF e levadas como testemunhas do cumprimento dos mandados de prisão, busca e apreensão dos federais no 9º andar do edifício de luxo Pedra do Valle, na Rua Plínio Moscoso, onde Geddel cumpria prisão domiciliar. A outra testemunha foi um porteiro do prédio que não teve o nome revelado.
A nova prisão de Geddel faz parte da quarta fase da Operação Cui Bono. Além do ex-ministro, há um mandado de prisão contra Gustavo Ferraz, que é acusado de envolvimento com o político. Há também outros três mandados de busca e apreensão a serem cumpridos.
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