Mesmo com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir mais uma vez a taxa básica de juros, a Selic, economistas do mercado financeiro elevaram pela quarta semana consecutiva a previsão de inflação para 2017, passando de 3,06% para 3,08%.
Já a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 0,73%, segundo o relatório conhecido como “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central.
Na última quarta (25), o Copom anunciou a redução da taxa básica de juros da economia brasileira de 8,25% para 7,5% ao ano. Foi o nono corte consecutivo na Selic, o que levou a taxa ao menor patamar desde abril de 2013, ou seja, em pouco mais de quatro anos.
A inflação estimada pelo mercado para este ano continua acima do piso de 3% do sistema brasileiro de metas. Entretanto, a previsão segue abaixo da meta central para a inflação em 2017, de 4,5%.
No caso da inflação para 2018, a previsão do mercado ficou estável em 4,02% na última semana, abaixo da meta central, mas dentro da banda do sistema de metas (entre 3% e 6%).
PIB e juros
Além de manter a previsão de alta de 0,73% para o PIB deste ano, os analistas do mercado mantiveram para 2018 a estimativa de expansão da economia em 2,5%.
Os economistas dos bancos também mantiveram a previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, que deve encerrar 2017 em 7% ao ano. Atualmente, a taxa está em 7,5% ao ano (veja o gráfico acima).
Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic também ficou estável em 7% ao ano. Com isso, continuaram prevendo que os juros ficarão estáveis no ano que vem.
Câmbio, balança e investimentos
Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 subiu pela segunda semana consecutiva, de R$ 3,16 para R$ 3,19.
Para o fim de 2018, os economistas ouvidos pelo Banco Central estimam que o dólar ficará em R$ 3,30, a mesma previsão das últimas seis semanas.
A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2017, subiu de US$ 64,7 bilhões para US$ 65 bilhões de resultado positivo.
Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit avançou de US$ 51,5 bilhões para US$ 52,2 bilhões.
A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2017, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas também ficou estável em US$ 80 bilhões.
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