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Política em Foco Crise

Ministro do PSDB pede demissão da pasta das Cidades

Ele afirma que já não há, no PSDB, "apoio no tamanho que permita seguir nessa tarefa". Partido está rachado quanto à permanência no governo Temer

13/11/2017 20h47
Por: Redação
Ministro do PSDB pede demissão da pasta das Cidades
Em meio ao agravamento do racha no PSDB sobre a permanência ou não no governo do presidente Michel Temer (PMDB), o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), entregou nesta segunda-feira sua carta de demissão do cargo. No texto enviado a Temer, Araújo agradece a confiança do presidente e afirma que já não há no partido “apoio no tamanho que permita seguir nessa tarefa”. Fora do governo, ele deve reassumir seu mandato de deputado federal por Pernambuco.

A saída de Bruno Araújo da pasta se dá dois dias depois da declaração do senador Aécio Neves (MG), presidente afastado do PSDB e principal fiador da permanência do partido na Esplanada dos Ministérios, de que a legenda sairia do governo “pela porta da frente”. Outra ala do partido, que inclui nomes como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Tasso Jereissati (CE), defende a ideia de que o partido deve desembarcar do governo quanto antes.

Na semana passada, Aécio destituiu Tasso Jereissati da presidência interina do PSDB e indicou para o posto o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman. Tasso disputará a presidência da legenda com o governador de Goiás, Marconi Perillo, que tem o apoio de Aécio Neves e seu grupo político. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, é visto internamente como uma alternativa de consenso ou terceira via à disputa entre o cearense e o goiano. A escolha será na convenção nacional do PSDB, em 9 de dezembro.

Bruno Araújo ocupava a pasta das Cidades desde que Michel Temer assumiu a presidência interinamente, em maio de 2016. Foi dele o voto decisivo, na Câmara, pela abertura do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Além dele, os outros ministros tucanos na gestão Temer são Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Luislinda Valois (Direitos Humanos).

Após as votações das denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente, pelos crimes de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa, líderes do chamado “Centrão” da Câmara passaram a cobrar de Temer a saída dos tucanos dos ministérios. Eles condicionam à reforma ministerial a aprovação da pauta econômica do Planalto, sobretudo a reforma da Previdência, em tramitação na Câmara.

Veja abaixo a carta de demissão de Bruno Araújo a Michel Temer:



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