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Secretário chama de 'idiotice' discurso de Taís Araújo sobre racismo

Atriz afirmou que a cor do filho dela faz as pessoas mudarem de calçada; post de Cesar Benjamin no Facebook recebeu várias críticas

22/11/2017 11h24 Atualizada há 9 anos atrás
Por: Redação Fonte: Estadão Conteúdo
Secretário chama de 'idiotice' discurso de Taís Araújo sobre racismo
O secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, o cientista político Cesar Benjamin, está sendo acusado de racismo no Facebook, por chamar de "idiotice racial" apontamentos sobre discriminação a negros, e por afirmar: "Quero que as raças se fodam". Benjamin cita o caso da atriz Taís Araújo, que falou em uma palestra da série TEDx sobre o tema. "A cor do meu filho faz com que as pessoas mudem de calçada", disse Taís.

Veja abaixo a publicação de Cesar Benjamin

"Pessoal, eu sei que fui derrotado, sei que sou minoria da minoria, sei que vou apanhar de novo. Mas continuo detestando a racialização do Brasil, uma criação - eu vi - do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Nossa maior conquista - o conceito de povo brasileiro - desapareceu entre os bem-pensantes. Qualquer idiotice racial prospera", escreveu Benjamin no Facebook. "A última delas é uma linda e cheirosa atriz global dizer que as pessoas mudam de calçada quando enxergam o filho dela, que também deve ser lindo e cheiroso. Vocês replicam essa idiotice. Se os brasileiros mudassem de calçada quando vissem uma pessoa morena ou negra, viveriam em eterno ziguezague. Nunca chegariam a lugar nenhum."

O secretário continua: "Me poupem de dizer que 'os negros estão nas prisões'. Isso vale para falar bonito para a classe média. Vivi bastante tempo no meio da massa carcerária de Bangu, como preso comum. Os brancos, como eu, eram pequena minoria. Os negros também eram pequena minoria. A grande maioria era de gente morena, com todas as gradações do nosso povo. As cores dos presos na galeria em que fiquei, e nas demais, e as cores que vejo na rua são exatamente as mesmas".

O post de Benjamin está sendo tachado de racista e de propagar a falsa ideia de que existe democracia racial no Brasil, considerado um mito pelos estudiosos do tema.

A reportagem não conseguiu contato com o secretário para que ele comente os desdobramentos de suas afirmações.

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