Ações de combate ao HIV e prevenção à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis serão intensificadas neste mês em Salvador. Nesta sexta-feira, 1º, no Dia Mundial contra a Aids, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realiza abordagens de prevenção em ônibus e no metrô. Acontece também o show solidariedade, das 19h às 21h, no Espaço Xisto, nos Barris.
Segundo a coordenadora do programa DST/Aids do município, Helena Lima, a resistência dos jovens ao uso de preservativos e a falta de alcance da informação à diversidade dos grupos são alguns dos maiores problemas enfrentados na prevenção à Aids hoje. “Na saúde, realizamos oficinas de capacitação dos profissionais da rede municipal, mas nas escolas ainda há pontos de conflitos, apesar do diálogo estar facilitado”, afirma.
“Para combater o grande número de casos de Aids entre os jovens é preciso trazê-los para o centro da discussão. Ele não é o vilão. A sociedade deve dar as ferramentas para que eles possam entender a própria sexualidade. Também é preciso levar o debate para dentro da família e da escola. Quebrar a hipocrisia de que falar sobre sexo vai fazer o jovem buscar o sexo”, defende a diretora da Unaids no Brasil, órgão da organização Mundial da Saúde (OMS), Georgina Braga Orillard.
A diretora da Unaids destaca que a meta de tratamento 90-90-90 é a primeira grande ferramenta que poderá diagnosticar de forma mais efetiva a qualidade dos serviços prestados no país. A meta consiste em, até 2020, diagnosticar 90% das pessoas com HIV. Deste total, 90% devem estar inclusas em tratamento, e que nesse universo, 90% estejam com carga viral indetectável, isto é, que não comprometa o bem-estar do indivíduo. Atualmente, os números da meta estão em 84-72-91. Em 2030, a ideia é alcançar o tratamento 95-95-95.
Casos na Bahia
De acordo com a Secretaria estadual da Saúde, até 25 de setembro deste ano, foram registrados 601 casos de Aids em adultos e oito em crianças na Bahia, além de 1.207 casos de HIV+ em adultos e 11 em crianças. Salvador é o município líder no número de casos de Aids e HIV+ com 294 e 540, respectivamente.
Dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/ Aids (Unaids) revelam que, no Brasil, em 2016, haviam cerca de 830 mil pessoas com HIV. No mesmo ano, o número de mortes relacionadas à Aids foi estimado em 14 mil.
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