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Investimentos voltam a subir após 4 anos de queda

Indicador cresceu 1,6% no 3º trimestre, a primeira alta em 16 trimestres. Ociosidade alta e rombo nas contas públicas, entretanto, apontam para recuperação lenta.

01/12/2017 11h10
Por: Redação Fonte: G1
Investimentos voltam a subir após 4 anos de queda

Os investimentos voltaram a crescer no país no 3º trimestre de 2017, após quatro anos de queda e uma sequência de recordes negativos. A volta dos investimentos reforça as apostas de que a recuperação da economia brasileira tende a ganhar um pouco mais de tração daqui para frente.

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre foram divulgados nesta sexta-feira (1º) pelo IBGE. A economia brasileira cresceu 0,1% no período, na terceira alta seguida.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), taxa que apura o que se investe em máquinas, bens duráveis e construção civil, avançou 1,6% na comparação com o trimestre anterior, segundo divulgou nesta sexta-feira (1) o IBGE. A última variação positiva do indicador tinha sido registrada no 3º trimestre de 2013 (0,6%).

Com a alta, a taxa de investimentos medida em percentual do PIB (Produto Interno Bruto) subiu para 16,1% no 3º trimestre. O volume, no entanto, ainda está um pouco menor do que o registrado no mesmo trimestre de 2016, de 16,3% e está muito abaixo do patamar acima de 21% registrado no mesmo período de 2013 – nível que já era considerado aquém do necessário para uma trajetória de crescimento mais robusto.

A avaliação é que o programa de privatizações, a recuperação gradual do consumo e a taxa básica de juros caminhando para sua mínima histórica devem ajudar com que os investimentos voltem a contribuir para a retomada da economia. Os analistas ouvidos pelo G1 destacam, porém, que a elevada ociosidade da indústria, o fraco desempenho da construção civil e as limitações orçamentárias de administrações públicas ainda travam investimentos.

Quem voltou a investir?

O crescimento do volume de investimentos foi puxado principalmente pela compra de máquinas e equipamentos, incluindo as importações. Pelo termômetro do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), setembro marcou o 4º mês seguido de crescimento nos investimentos em máquinas e equipamentos, enquanto a construção civil e outros continuaram alternando altos e baixos.

"É uma recuperação tímida ainda, mas já verificamos uma reversão da tendência. É um alento", afirma o diretor de macroeconomia do Ipea, José Ronaldo de Souza Júnior.

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