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Reforma da Previdência entra em discussão nesta quinta (14)

O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia resolveu colocar em discussão a reforma a partir desta quinta-feira

12/12/2017 11h11 Atualizada há 9 anos atrás
Por: Redação Fonte: A Tarde
Reforma da Previdência entra em discussão nesta quinta (14)

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que toma posse como Ministro da Secretaria de Governo na quinta-feira, 14, disse nesta segunda, 11, estar confiante em terminar "com vitória" a votação da Reforma da Previdência na próxima semana. Na avaliação dele, o número de votos dentro do parlamento cresce diariamente, assim como a “conscientização da sociedade brasileira em relação à necessidade da Reforma”.

Segundo Marun, faltam de 40 a 50 parlamentares para se chegar aos 308 votos necessários e o assunto não vai mais sair de pauta até ser votado. "Tenho confiança que vamos conseguir votar agora, mas se vier a derrota, ela fica na pauta. Nós chegamos aqui em fevereiro e esse vai ser o assunto", afirmou.

O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia resolveu colocar em discussão a reforma a partir desta quinta-feira, no Plenário, para "criar condições" para votá-la a partir do dia 18, apesar de admitir "não ser fácil colocar em votação na próxima semana".

Maia reiterou que tem se empenhado pessoalmente no convencimento de parlamentares em relação à importância da aprovação da matéria e garantiu que não irá colocá-la na pauta sem uma margem de votos segura.

"Ela é urgente, mas de forma nenhuma podemos pautá-la sem uma garantia muito clara de que ela será aprovada", e concordou com Marun ao dizer que o assunto não vai sair das discussões em "hipótese nenhuma".

Rodrigo Maia acredita que até esta terça, 12, o mapa de votos em favor e contrários ao texto estará delineado. Para Marun, além dos votos, é importante que o Plenário re gistre quórum alto para apreciação da Reforma.

"Tem que ter mais de 450 deputados. Nós queremos ter um número consistente de parlamentares presentes para iniciar a votação", disse, destacando o papel do presidente da Câmara: "Maia é o maestro do andamento dessa reforma no Plenário da Casa".

Ainda assim, o deputado Marun, que foi o presidente da Comissão de Reforma da Previdência na Câmara, ponderou que seria uma derrota começar como Ministro da Secretaria de Governo sem conseguir votar e vencer o texto que muda as regras da aposentadoria no Brasil: "Sem dúvida alguma, se não conseguirmos eu vou sentir a verdade, que nós perdemos uma batalha, mas não teremos perdido a guerra".

Marun insiste na retórica de a Reforma ataca privilégios e provoca: "quero ver quem é que vai lá [no Plenário] bater no peito e dizer: eu sou a favor dos privilégios".

Oposição

O vice-líder do PSDB na Câmara dos Deputados, o baiano João Gualberto, rebate essa linha de argumentação: "Cortar privilégios pra mim é OK, só que os políticos não estão cortando privilégios, só ver a criação de cargos, o custo elevado de funcionamento da Câmara, que custou no ano passado R$ 5,2 bilhões". Ele acrescentou: "Cortar privilégios pode contar comigo, mas cortar direitos, acho difícil sem os políticos darem exemplo, o governo dar exemplo".

O baiano não acredita que a Reforma possa ser votada na próxima semana e entende que a insistência em discuti-la está muito mais ligada a uma tentativa de desviar o foco da discussão popular. Para João Gualberto, "Michel Temer foi muito esperto e colocou o debate sobre a Reforma da Previdência na imprensa para esconder outras agendas, como corrupção, delações da Lava Jato e todo mundo só fala nela agora".

Planilhas

O deputado Beto Mansur (PRB-SP), conhecido por fazer planilhas com votos favoráveis e contrários ao governo antes de votações importantes, avalia que há cerca de 100 deputados da base que ainda estão indecisos. Segundo ele, o levantamento é nominal e conta com titulares, suplentes e possíveis substituições de ministros e secretários que podem voltar ao mandato como deputado federal no dia da votação. 

"Tenho todo esse detalhe do partido, por estado, e sei exatamente que é a favor, quem é contra e quem está ainda indeciso", explicou.

Para manter o quórum alto e possibilitar a votação, o deputado defende que a votação do Orçamento fique para o último dia de trabalho do Congresso, previsto para o dia 22 de dezembro.


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