Fortemente cogitado nos bastidores como possível candidato à Presidência da República, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), admitiu publicamente que pode ser postulante ao Palácio do Planalto. “Quando terminou a eleição 2014 disse que, se não me reinventasse, não teria mais de onde tirar voto.
De fato, há partidos e pessoas de vários segmentos falando nessa possibilidade [da candidatura]. Mas isso aí não significa intenção de voto. Significa que tem falta de alternativas”, afirmou em entrevista ao jornal O Globo, para completar:
“Uma coisa é risco e outra coisa é aventura. Eu não tenho problema de correr risco, mas não estou disposto a participar de uma aventura. Não vejo problema em discutir o assunto. Há partidos achando que eu devo avaliar. Agora, admito que o salto que preciso dar para ser candidato a algo que não seja deputado federal é muito grande. Sou deputado, nunca fui majoritário”.
Maia apontou ainda que tem uma agenda impopular e que não poderia fazer um programa de governo “personalista”. “Não abro mão de defender a Reforma da Previdência. De mostrar para a sociedade que não há outra solução no Brasil que não seja cortando gastos. A gente vai ter que cortar 3%, 4% do PIB nas despesas. É uma agenda polêmica, eu sei. Portanto, não é hora de decidir candidatura e, segundo, não posso criar um projeto personalista”.
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