Que destempero está tomando conta do Leão? O time comandado por Vagner Mancini foi a campo apenas 13 vezes nesta temporada. Mesmo assim, já teve quase a mesma quantidade de expulsos que em todo o ano passado.
Com as expulsões de Uillian Correia e Yago na quarta-feira (28), na derrota de 1x0 contra o Bragantino, o rubro-negro chegou a incríveis oito cartões vermelhos em 2018. Para se ter ideia, em toda a temporada passada, foram 11 vermelhos recebidos ao longo de 68 jogos.
Do fatídico Ba-Vi do dia 18 de fevereiro para cá, o rubro-negro só não ficou em desvantagem numérica em uma partida, contra o Jequié, no domingo (25). Fora o Ba-Vi e o duelo com o Bragantino, Zé Welison foi expulso contra o Jacuipense.
Para se ter ideia, antes do clássico, o Vitória tinha entrado em campo nove vezes na temporada. Ninguém havia sido expulso.
Goleada de cartões
É claro que os números do Ba-Vi contribuíram, e muito, para a triste estatística. Só naquele jogo foram cinco expulsos: Kanu, Rhayner, Bruno Bispo, Denílson e Uillian Correia. O volante, por sinal, é o único que já foi expulso duas vezes no ano.
Mancini não acredita que os ânimos exaltados após o clássico estejam afetando a sua equipe: “Não consigo ver esse tipo de relação. Óbvio que o Ba-Vi foi algo atípico, não lembro de ter visto um jogo daquele naipe. Claro que a semana toda foi muito conturbada no aspecto emocional, mas eu não quero acreditar que isso tenha influenciado na partida de hoje (quarta-feira)”, disse em entrevista coletiva após a derrota para o Bragantino por 1x0.
O treinador acredita que o que falta ao Vitória é ter um maior controle do jogo, assim como aconteceu diante do Jequié, no qual goleou por 5x1. “Quando você tem esse domínio, as coisas acontecem do jeito que você espera. A partir do momento que você perde o controle, você fica suscetível a errar, cometer faltas e tomar cada vez mais cartões”, explicou.
Cartões amarelos
Os amarelos também têm dado trabalho ao técnico. Nos nove jogos antes do clássico, o Vitória havia recebido 17 cartões, uma média baixa, de menos de dois por partida.
Do Ba-Vi para cá foram nove, média pouco maior. Somados aos oito vermelhos, o time já igualou, em quatro partidas, o mesmo número de cartões de antes: 17.
André Lima, Bryan, Neilton e Denílson foram os que mais tomaram cartões amarelos, com três, cada. Mas no ranking geral de cartões, somando os amarelos aos vermelhos, Uillian Correia segue na liderança, com quatro.
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