Alguns esportes considerados ‘masculinos’, como Jiu-Jitsu, têm conquistado cada vez mais o público feminino. Em Mata de São João, a modalidade é praticada, na sua maioria por mulheres, que encontraram no tatame forças para vencer não só o preconceito, como garantir o espaço nos principais campeonatos da região.
O centro de Treinamento Ryan Gracie, na cidade, tem oportunizado talentos do gênero feminino, como a estudante de direito Bruna Magalhães, 17 anos. A jovem é uma principiante no Jiu-Jitsu, mas é através do esporte que obteve melhor condicionamento físico, além de conhecimento e prática da autodefesa. “Como pretendo ser uma delegada no futuro, pensei em praticar um esporte que oferecesse conhecimento e prática sobre a autodefesa, então iniciei no Jiu-Jitsu”, conta.
Bruna Magalhães, 17, e o treinador Alexandre Prego, no Centro de lutas Ryan Gracie (Foto: Mais Região)
Para Bruna, o preconceito nunca foi um impasse como atleta e sim um combustível para galgar novos desafios no esporte. “Quando as pessoas deixam de fazer algo por ficar pensando em que os outros vão pensar, elas simplesmente deixam de viver. Não tem mais essa de dizer que o Jiu Jitsu é só para homens, porque o lugar de mulher é onde ela quiser, se ela quiser fazer Jiu Jitsu, Capoeira, Muay Thai entre outros esportes, não tem porque deixar de fazer por conta do preconceito da sociedade”, pontua.
Raquel Miria, 21 anos, estudante de administração, começou a lutar em 2015 (Foto: Reprodução)
A atleta Raquel Miria, 21 anos, estudante de administração, começou a lutar em 2015 e já participou de vários campeonatos. “Já conquistei uma medalha de prata e duas de ouro e outras competições ganhei por W.O. (sem adversários). É maravilhoso subir no tatame e me senti em igualdade, saber que meu lugar é ali. Ainda ouço que meu lugar não é no tatame, que deveria dançar. Mas, o nosso lugar é onde queremos estar", alerta Miria.
O treinador Alexandre Medeiros notou a ascensão da mulher no esporte há três anos, quando inaugurou o primeiro centro de treinamento Ryan Gracie, de norte nordeste em Mata. “Hoje temos na academia 50% do público feminino, e essa é uma realidade não apenas na esfera local como nacional. A busca pela arte marcial é muito grande por parte do público feminino, pois elas têm percebido que existe a possibilidade de lutar de forma igualitária. Esse avanço é maravilhoso!”, comemora.
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