O zagueiro Aderllan foi apresentado na manhã desta sexta-feira (4), na Toca do Leão, e está ansioso para estrear com a camisa do Vitória. Logo no início da entrevista, o jogador avisou: se o técnico Vagner Mancini precisar, ele está pronto para encarar o Fluminense, domingo (6), às 16h, no Barradão.
"Se precisar que eu jogue hoje, eu vou jogar. Estou bem fisicamente e treinando forte. Na cabeça de muitos, quem não está jogando está mal fisicamente. Mas, quem não joga, treina muito. Treinamos de domingo a domingo. Minha última partida foi a final do Paulistão. Tem um mês e meio", afirmou o zagueiro, que já está regularizado e quer matar a vontade de atuar, já que fez apenas dois jogos na temporada, ambos pelo São Paulo. A última vez que entrou em campo foi no dia 11 de março, quando o tricolor paulista venceu o Red Bull Brasil por 3x1.
Aderllan, que assinou contrato até dezembro, já teve a oportunidade de vestir a camisa rubro-negra antes. Quando ainda era das categorias de base, ele participou de uma peneira para atuar no Vitória e passou, mas decidiu não vir a Salvador. "Eu tive medo (risos)", revelou, explicando que não queria deixar sua terra natal por medo de ficar longe da família.
"Sou de Pernambuco, então não posso forçar e dizer que sempre fui torcedor do Vitória, mas sempre admirei. O Vitória faz várias peneiras em Pernambuco, já tive a oportunidade de fazer peneira para jogar aqui. E sempre tive admiração pelo Vitória por dar oportunidade a jogadores do interior", completa o zagueiro, de 29 anos, que nasceu em Salgueiro.
Como fez carreira na Europa, Aderllan é pouco conhecido no Brasil. O atleta vestiu as camisas de Trofense e Braga, de Portugal, e também defendeu o Valência, da Espanha. No ano passado, foi emprestado ao São Paulo, mas não se firmou e fez apenas três partidas, além de ter sofrido uma lesão. Com a camisa da equipe paulista, entre 2017 e 2018, Aderllan entrou em campo cinco vezes e a equipe sofreu quatro gols.
Dor de cabeça antiga
O jogador chega para tentar ajudar a resolver um problema na temporada. Em 29 jogos realizados em 2018, o Vitória sofreu 55 gols, o que dá a média de 1,89 por partida.
Até agora, o técnico Vagner Mancini testou sete formações de dupla de zaga diferentes. A que mais atuou junta foi Kanu e Bruno Bispo. Os dois atuaram em nove jogos e, com eles, o time sofreu 10 gols (média de 1,1 por confronto). Em seguida, com seis jogos, estão as duplas Kanu e Ramon e Walisson Maia e Ramon. A primeira sofreu sete gols (1,16), enquanto a segunda tomou seis (um por jogo).
A dupla formada por Kanu e Wallace entrou em campo três vezes, com saldo final de três gols sofridos. Já as formações das duplas Ramon e Bruno e Walisson Maia e Bruno entraram em campo duas vezes cada e ambas sofreram dois gols nesses jogos.
A dupla que menos atuou foi Kanu e Walisson Maia, que jogou junta apenas uma vez, sofrendo um gol.
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