O pastor George Alves, acusado de estuprar e matar o filho e o enteado no Espírito Santo, foi indiciado por outro estupro na quarta-feira (4), segundo a TV Gazeta. Depois da prisão do pastor, uma mulher procurou a polícia para denunciar o outro crime, que segundo ela aconteceu em 2015. O inquérito desse caso agora foi encerrado e George vai responder pelo novo crime. Não há detalhes sobre o que ocorreu.
Os irmãos Kauã e Joaquim, de 6 e 3 anos, morreram carbonizados em um incêndio, em Linhares, no final de abril. A polícia diz que George, pai de Joaquim e padastro de Kauã, abusou das crianças e depois as agrediu. Depois, ele colocou fogo nos meninos ainda vivos, segundo a perícia. Ele foi preso uma semana após as mortes.
Kauã e Joaquim - 6 e 3 anos (Foto: Reprodução)
A defesa do pastor afirma que a perícia do caso será contestada e que George e sua mulher são "vítimas de uma tragédia". Afirma ainda que a mídia está criando uma "culpa inexistente" com sua cobertura do caso. A versão de George é que o incêndio começou quando os meninos dormiam e ele não conseguiu salvar os dois.
A mãe dos meninos, a pastora Juliana Sales, foi presa por omissão. No dia do incêndio, ela relatou que estava em um congresso em Minas Gerais com o filho mais novo do casal. A polícia diz que Juliana sabia dos abusos sofridos pelos filhos. Diz ainda que o casal ia usar a morte das crianças como uma maneira de ganhar notoriedade dentro do meio religioso.
Com os pais presos, o filho caçula dos dois está com o avô materno.
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