A notícia a seguir pode ser encarada de duas formas. Pelo lado negativo, o Bahia iniciará 2019 sem um dos seus principais jogadores nas duas últimas temporadas. Pelo lado bom, abrirá o ano com os cofres cheios para investir.
Na quinta-feira (29), o Palmeiras anunciou a compra do meia tricolor Zé Rafael, com quem assinará contrato de cinco anos. Pela negociação, o Bahia informou oficialmente que ganhará R$ 14,5 milhões. O valor corresponde aos 70% dos direitos econômicos que o Esquadrão tinha do atleta.
Em valores nominais, essa é a maior venda da história do Bahia. Deixou para trás a do volante Bruno Paulista, negociado com o Sporting Lisboa em agosto de 2015 por, na época, R$ 13,2 milhões – sendo que o tricolor detinha percentual equivalente a R$ 11,3 milhões, valor considerado nesta reportagem.
Em valores reais, no entanto, ela é a segunda maior. Fica atrás do meia-atacante Robson Luís, vendido ao Santos em 1998. Segundo levantamento feito pelo site do jornalista pernambucano Cassio Zirpoli, a negociação foi feita à época por R$ 4,5 milhões.
Fazendo a correção monetária para os dias atuais – ou seja, aplicando a inflação acumulada no período pelo índice IPC-A – os R$ 4,5 milhões seriam hoje equivalentes a R$ 15,7 milhões. No infográfico abaixo, veja o top-10 das vendas do Bahia de acordo com os valores nominais e também considerando a infação acumulada.
Ranking de vendas
A terceira maior negociação do Bahia em valores nominais aconteceu no ano passado. O goleiro Jean foi vendido para o São Paulo por R$ 9 milhões mais a cessão em definitivo do meia Régis.
O meia Anderson Talisca, o lateral Juninho Capixaba e o meia Gabriel completam os seis primeiros, ainda de acordo com os valores nominais.
Se forem considerados os valores reais – aplicando a inflação através do IPC-A, portanto – jogadores mais antigos aparecem entre os dez primeiros colocados.
Segundo levantamento de Cassio Zirpoli, o meia-atacante Uéslei foi negociado em junho de 2000 para o Nagoya Grampus, do Japão, por R$ 4 milhões. Atualmente, esse valor seria o equivalente a R$ 12,6 milhões.
Uéslei, portanto, é a quarta maior venda do Esquadrão, atrás de Robson Luís, Zé Rafael e Bruno Paulista – este também com valores corrigidos desde 2014, ficando em R$ 13,2 milhões.
O zagueiro Fabão, vendido em 1998 para o Flamengo, e o meia Jorge Wagner, que mudou-se para o Cruzeiro em 2000, completam os seis primeiros do ranking. O primeiro rendeu o equivalente hoje a R$ 10,5 milhões; já o segundo, R$ 9,8 milhões.
Em valores reais, as vendas de Talisca e de Juninho Capixaba perdem substância. A do meia para o Benfica cai de quarta mais alta para nona. Já a do lateral-esquerdo para o Corinthians vai de quinto para nem aparecer no top-10.
Lucro alto
Não é só pelo valor nominal da negociação. A venda de Zé Rafael ao Palmeiras é proveitosa para o Bahia também do ponto de vista do retorno financeiro. O meia, adquirido na casa dos milhares de reais, foi vendido por um valor milionário.
O Esquadrão lucrou nada menos que 2.800% com o negócio. Isso porque adquiriu o meia do Coritiba no início do ano passado por R$ 500 mil (em cinco parcelas). À época, saiu como o pagamento da multa rescisória do contrato de Zé, que tinha vínculo com o Coxa até o final da temporada 2017.
Brasileirão 2026 São Paulo x Vitória: Veja prováveis escalações, horário e onde assistir
Agenda Esportiva CBF oficializa calendário do futebol masculino de 2027 com pausa para Copa feminina
Futebol Craque do Vitória revela estratégia que “favorece” seu estilo de jogo
Mercado da bola Libertadores fecha contrato de transmissão com grande emissora
Brasileirão 2026 Após 3 meses, zagueiro espanhol fica perto de estrear pelo Bahia
Volta! Atleta é relacionado pelo Vitória após seis meses de ausência