Dois meses, esse foi o tempo que durou as cinco assessorias das comissões permanentes na Câmara de Mata de São João. Após enfrentar muita polêmica da população e da maioria dos colegas vereadores, o presidente da Casa, Agnaldo de Lulu (DEM), decidiu extinguir os cargos que tinham salários de até R$ 8 mil.
A medida faz parte do Projeto de Lei (007/2019), aprovado na tarde desta terça-feira (30) por onze dos 13 vereadores, que revisa a estrutura de cargos e salários da Casa Legislativa. Na lógica, a Câmara incorporou nos salários base as gratificações retiradas no mês passado por recomendação do Ministério Público (MP).
Na sessão, que ocorreu às 15h, o vereador Paulo Henrique (SD) foi o único que votou contra o projeto. Tiago de Zezo (PT) não compareceu a Câmara.
"É uma forma de garantir que essas pessoas possam receber seus vencimentos sem nenhum prejuízo”, comentou Agnaldo de Lulu durante a sessão.
O prefeito Marcelo Oliveira (PSDB), que sancionou a Lei imediatamente, comemorou a extinção dos cargos. "O presidente da Câmara e mais dez vereadores deram demonstração de equilíbrio e elevado espirito democrático ao rever seus atos, o que fortalece o Poder Legislativo em Mata de São João".
Na avaliação de aliados do governo, o aceno de Agnaldo de Lulu em aceitar a retirada das assessorias de comissões pode trazer um novo ambiente à Câmara, que vive nos últimos meses um clima de conflitos e troca de farpas entre os parlamentares.
Com a extinção dos cinco cargos, a Câmara deve economizar cerca de R$ 500 mil até o final do ano.
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