Maior artilheiro, xodó e santuário do Vitória. Todas essas expressões falam muito bem sobre a relação que o torcedor rubro-negro tem com seu estádio, o Barradão. Hoje às 21h30, contra o Bragantino, a equipe de Osmar Loss faz o último jogo em casa antes da parada que o futebol brasileiro vai sofrer em função da disputa da Copa América no país.
Além disso, pode ser a última partida do time, no Barradão, nesta temporada. Desde que foi eleito, o presidente Paulo Carneiro deixou clara a vontade de mandar os jogos do Vitória na Fonte Nova e está em negociação com o consórcio que gere a arena desde que assumiu a cadeira, no final de abril.
Em entrevista ao CORREIO quando ainda era candidato, o presidente explicou. “Na situação em que o clube se encontra hoje, ele vai jogar onde gerar mais caixa. A Fonte Nova vai receber nossa visita assim que eu for eleito. Se a proposta econômica for boa para o Vitória, vamos jogar a Série B inteira lá”, afirmou quando em campanha.
Negociações à parte, o Vitória recebe um adversário que vive ótima fase na Série B. Com 10 pontos, o Bragantino é o segundo colocado na competição. O time paulista acumula três vitórias, um empate e uma derrota.
Para superar o desafio, o técnico Osmar Loss conta com o retorno de Ruan Levine. O jovem atacante cumpriu suspensão na partida contra o Atlético Goianiense e volta a ficar à disposição.
“Fiquei muito chateado comigo mesmo pelos cartões que tomei, um pouco de infantilidade. Fiquei muito p***. Em dez anos na base, nunca fiquei suspenso. Em quatro jogos, tomei três cartões. Isso é ruim para um atacante”, analisou Ruan, durante entrevista.
O Vitória enfrenta uma sequência de três jogos sem vencer. Na última vez que ganhou um jogo, o rubro-negro contou com dois gols de Ruan para superar o Vila Nova. Aquela foi, inclusive, a única vez que o Leão triunfou nesta Série B. Além de Ruan Levine, outro que pode retornar é o lateral Matheus Rocha, que não foi nem relacionado no último jogo.
Retomada
O início ruim do Vitória é preocupante e isso não é mais novidade. Ocupar a vice-lanterna está muito aquém do esperado para o rubro-negro, que é uma das equipes mais tradicionais na disputa da segundona.
O mais normal é que os times que figuram na parte de cima do campeonato iniciem bem, mas não são raros os casos de equipes que não começaram tão bem e se acertaram no decorrer da temporada.
O caso mais recente é o do Goiás. Na Série B de 2018, o esmeraldino levou oito partidas até vencer pela primeira vez. Na quinta rodada, o time goiano tinha somado um único ponto na competição. Contudo, depois de vencer pela primeira vez a equipe engatou uma sequência de seis triunfos em oito partidas - e começou a figurar na briga pelo acesso. No final dos cotejos, acabou na 4ª colocação e com o direito de disputar a Série A.
Um exemplo ainda mais próximo é o do Santa Cruz, clube nordestino que chegou à 5ª rodada, em 2015, na mesma 19ª colocação e com idênticos três pontos que o Vitória tem hoje.
Depois de conseguir uma sequência de seis vitórias consecutivas na reta final, uma delas contra o Bahia dentro da Fonte Nova, o time pernambucano acabou o certame com 67 pontos e mesmo com o início ruim, terminou a temporada como vice-campeão da Série B.
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