A gestão do presidente da Câmara de Mata de São João, Agnaldo de Lulu (DEM), continua gerando polêmicas no que tange aos gastos com a folha salarial dos assessores.
Um levantamento feito pelo Mais Região, mostra que pelo menos dois assessores ligados à vereadores aliados do presidente receberam salário maior entre janeiro e março deste ano, em relação aos outros 37 assessores.
Dados do Tribunal de Contas do Município (TCM) mostram que dois assessores ligados aos vereadores Tiago de Zezo (PT) e Sergio Bogoio (PSD) receberam 100% de gratificação. Além do salário base de R$ 3.004,63, eles receberam mais R$ 3.004,63, totalizando R$ 6.009,26. Os outros 37 assessores receberam 50%, R$ 1.502,32, totalizando R$ 4.506,95.
Os pagamentos foram feitos antes do Ministério Público (MP) recomendar o corte das gratificações. No final de abril, a Câmara aprovou uma lei que revisou a estrutura de cargos e salários da Casa, incorporando as gratificações perdidas.
O momento atual é totalmente diferente do passado. Antes da Aliança, Agnaldo deixou os assessores dos vereadores Tiago de Zezo e Sergio Bogoio sem gratificações, entre outubro de 2017 e março de 2018. Na época, conforme vídeo abaixo, o petista acusou na tribuna Agnaldo de ter 'postura ditatórias' na presidência, após ele ter exonerado um assessor de seu gabinete sem informá-lo.
Quanto custou as assessorias em três meses
O Mais Região apurou também que a Câmara pagou em apenas três meses, entre janeiro e março, um total de R$ 604.078,76 em assessorias parlamentares e de comissões permanentes.