O presidente Jair Bolsonaro reconheceu, hoje (2), que pode recuar na decisão de extinguir a Agência Nacional do Cinema (Ancine), devido aos empregos gerados pelo setor audiovisual. Contudo, o chefe do Executivo nacional voltou a defender que não seja utilizado dinheiro público em filmes como "Bruna Surfistinha", que conta a história de uma garota de programa.
"Se tiver que recuar, eu recuo. Quantas vezes vocês falam que eu recuei?", disse Bolsonaro. "Tem a questão do audiovisual que emprega muita gente, então tem que ver por esse lado. Não é apenas a Bruna Surfistinha. Se fosse 40 anos atrás, eu estaria vendo o filme da Bruna Surfistinha. Hoje eu não vou ver não, fica tranquilo", acrescentou.
Em transmissão ao vivo nas redes sociais, em 25 de julho, Bolsonaro disse que iria "buscar a extinção da Ancine" porque "não tem nada que o poder público tenha que se meter a fazer filme".
Ele ainda negou que a restrição no financiamento dos filmes seja censura. "O que não pode é dinheiro público para este tipo de filme. Não é censura. Não proibi. Não estou falando que vou censurar, até porque não tenho poderes para isso. Agora, com dinheiro público, não", afirmou
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