Em dia de encontros com integrantes da bancada evangélica, o presidente Jair Bolsonaro descartou a possibilidade de estabelecer taxas para igrejas e defendeu simplificar a prestação de contas de entidades religiosas. As igrejas têm imunidade tributária no Brasil.
"Se chegarmos à conclusão que tem amparo legal para você acabar com alguma taxa, então acaba", disse o presidente. "Chega de taxar os outros", completou, referindo-se também a impostos de outros setores. "Uma coisa importante também é descomplicar. Não pode cada igreja ter que ter um contador, ninguém aguenta isso", comentou, ao deixar o Palácio da Alvorada.
Ele afirmou que o assunto "vem sendo discutido com vários setores da sociedade", e não apenas com os religiosos.
Questionado se quer facilitar a vida de pastores, ele afirmou que quer "fazer justiça para os pastores".
Evangélicos reclamam da obrigação de organizações religiosas pagarem imposto sobre a renda dos pastores. Também pedem que as entidades sejam liberadas de determinadas demonstrações contábeis. Embora protegidas por lei de tributação na sua arrecadação, as igrejas possuem obrigações acessórias para obter a isenção, o que pode gerar multas.
Nesta quarta, Bolsonaro se reuniu duas vezes com o secretário da Receita, Marcos Cintra. Em um dos encontros, também esteve presente o missionário R.R. Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. Mais cedo, recebeu o deputado Marco Feliciano, no Planalto.
O presidente também vai almoçar com a bancada evangélica em encontro promovido pelo deputado Silas Câmara, no Lago Sul, em Brasília. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também é um dos convidados.
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