O Ministério Público Federal em Brasília entrou com ação civil pública na Justiça Federal com pedido de liminar para barrar a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para o cargo de embaixador do Brasil nos EUA. Filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo é o nome defendido pelo pai para assumir a posição, principal entre as representações diplomáticas do país, que está vaga desde abril.
A ação defende que o governo do Brasil observe critérios para escolher embaixadores que não têm carreira diplomática - entre eles o reconhecido mérito em atividades diplomáticas, serviços relevantes na área e ao menos três anos de experiência em atividades do setor.
Caso o indicado não atenda a esse perfil, o MPF pede que a Justiça revogue qualquer trâmite de nomeação.
Na sexta, o partido Cidadania entrou com mandado de segurança coletivo preventivo também com pedido de liminar, mas junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), para impedir a indicação. O partido argumenta que se trata de nepotismo.
A indicação de Eduardo é rejeitada por 62% dos brasileiros, segundo pesquisa XP/Inespe. Outros 29% aprovam a indicação. Foram ouvidas mil pessoas, por telefone, de 5 a 7 de agosto. A pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais.
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