O boletim, assinado pelo cirurgião-chefe Antônio Macedo, pelo clínico Leandro Echenique, pelo diretor-médico do Hospital Vila Nova Star, Antônio Antonietto e pelo médico da Presidência da República, Ricardo Peixoto Camarinha, informa ainda que o presidente tem "evolução clínica favorável, sem dor, afebril e com recuperação progressiva dos movimentos intestinais". Bolsonaro mantém fisioterapia respiratória e motora no hospital paulistano e as visitas continuam restritas.
Na noite de terça-feira, 10, a dieta líquida de Bolsonaro foi suspensa e ele passou a ter alimentação diretamente na veia, depois que a equipe médica precisou introduzir uma sonda nasogástrica para retirar o excesso de ar e aliviar uma distensão abdominal do presidente. Segundo o médico responsável pela cirurgia, Antônio Macedo, Bolsonaro teve uma "paralisação" do intestino, conhecida como íleo paralítico. De acordo com Macedo, a consequência é comum em cirurgias de grande porte e o presidente apresentou o mesmo quadro em cirurgias anteriores, em 12 de setembro de 2018 e em 28 de janeiro de 2019.
O procedimento cirúrgico a que o presidente foi submetido no domingo foi o quarto após ele ter sido esfaqueado há um ano, durante a campanha eleitoral, em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais.
A primeira-dama Michelle Bolsonaro e o vereador licenciado Carlos Bolsonaro (PSC), do Rio, um dos filhos do presidente, estão em São Paulo como acompanhantes e dormem no hospital. Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) fazem visitas ao pai.
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