A deputada federal Tabata Amaral disse nesta segunda-feira (14) que entrará com uma ação na Justiça Eleitoral para tentar sair do PDT sem perder seu mandato. A declaração foi dada em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
Tabata afirmou que além dela, outros seis deputados dissidentes na votação da reforma da Previdência, do PDT e do PSB, também deverão mover ações judiciais individuais com a mesma intenção de deixar as siglas sem que sejam enquadrados por infidelidade partidária.
Na entrevista, a deputada ainda disse que "não há diálogo com o PDT", que o partido "não foi leal" e que alguns parlamentares se sentiram alvo de uma exposição partidária "completamente desproporcional".
"O PDT deixou de ser meu partido. Não atuo mais como vice-líder, os projetos que eu tinha em São Paulo foram cancelados. Eu estava construindo esse partido. Tudo isso foi cancelado", afirmou.
Assim como Tabata, outros 18 deputados considerados infiéis pelo PDT e pelo PSB sofreram punições por terem votado a favor da reforma da Previdência, contrariando a orientação dos partidos.
De modo geral, a legislação prevê que o mandato pode ser reivindicado pelo partido caso um deputado queira sair fora da chamada "janela" para a troca de legenda.
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