Deputado federal pelo PSDB paulista, Alexandre Frota (PSDB-SP) acusou o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC), de comandar milícias digitais responsáveis por espalhar informações falsas na internet. A declaração ocorreu durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga operações de disseminação de fake news nas redes sociais, nesta quarta-feira (30).
“Quem coordena? Carlos Bolsonaro, direto do Rio de Janeiro, realizando reuniões, disparando via WhatsApp os seus comandos”, disse o deputado. Segundo ele, há um grupo de trabalho dentro gabinete pessoal do presidente da República no Palácio do Planalto, pago com recursos públicos salariais para disseminar notícias falsas contra alvos políticos. O parlamentar acusou os assessores Mateus Sales Gomes e Tercio Arnaud Tomaz comporem este grupo.
Na ocasião, ele foi questionado pela deputada Lídice da Mata (PSB), relatora da comissão, sobre empresas que tenham financiado milícias virtuais durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro. Frota mostrou uma foto de um almoço com Bolsonaro, na época de sua campanha eleitoral em 2018, e citou o nome de diversos empresários que estariam envolvidos no impulsionamento de conteúdos no Facebook do então candidato.
Segundo o parlamentar, também estavam presentes Carlos e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL). Durante a conversa no almoço, de acordo com Frota, Carlos teria perguntando a Bolsonaro sobre pessoas que poderiam financiar o impulsionamento de conteúdo no Facebook.
Frota então relata ter ouvido nomes de dois empresários: Otávio, Mayer e Letícia Catel, que mais tarde assumiria como diretora da Pepsi. Ainda de acordo com o que ouviu no almoço, o clã teria citado o nome de Vitor Meta como responsável por conseguir os patrocínios.
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