O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse não ver irregularidades no fato de o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, ter acessado as gravações da portaria do condomínio onde ambos têm casa, na zona oeste do Rio de Janeiro. A oposição passou a acusar o presidente de ter cometido crime de obstrução de Justiça ao afirmar, no último sábado, que os arquivos foram acessados para “evitar adulteração”.
“Seria obstrução de Justiça destruir a prova. Tirar cópia não é obstrução de forma nenhuma”, disse Moro, durante jantar promovido pelo Poder360, ontem (4). O ministro considera que houve “exagero da oposição e da imprensa” em relação às declarações do presidente sobre os áudios. “Você tem um documento que te prova inocente. Se você for lá, tirar uma cópia, e o original ficar lá, não é obstrução”, disse Moro.
O ministro ainda disse que vai "lamentar" se o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) definir nesta semana que um réu só pode vir a ser preso após o esgotamento de todos os recursos. “Acho [a prisão pós-2ª Instância] uma inovação importante, fundamental, do próprio Supremo Tribunal Federal. Se for revertido, eu, sinceramente, lamento. Mas respeitosamente“, disse Moro. “A gente não pode exagerar. Você precisa ter um processo com começo, meio e fim. As pessoas querem uma resposta da Justiça“, completou.
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